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Conjuntivite pode deixar sequelas se não for bem cuidada

·3 min de leitura

RIO — Dificilmente alguém já não sentiu ao menos um desses sintomas nos olhos – vermelhidão, coceira nos olhos, lacrimejamento, inchaço nas pálpebras, sensação de areia nos olhos e visão borrada. Eles são decorrentes da conjuntivite. O problema nada mais é do que a inflamação da conjuntiva, membrana transparente que cobre a "parte branca" dos olhos e a região interna das pálpebras.

E sua incidência costuma aumentar nos períodos de verão já que as pessoas tendem a sair mais de casa, aumentando o contato com outras pessoas. As crianças, por exemplo, brincam na mesma piscina ou parquinho que os coleguinhas, se abraçam, aumentando o risco de contágio.

Poucos sabem, no entanto, que se não for bem cuidada, há riscos de sequelas, como ceratite, úlcera de córnea e até a perda de visão. Entenda a seguir.

As sequelas

Ceratite

Em uma conjuntivite viral não tratada, o vírus pode afetar a córnea e causar a ceratite, a inflamação desta parte dos olhos. Ela provoca uma aglomeração de células do sistema imunológico que deixam a visão embaçada.

Úlcera de córnea

O uso de colírios inadequados para o tratamento da conjuntivite pode romper as células da córnea e causar machucados nela, fazendo com que essa região dos olhos fique ainda mais suscetível a novas infecções. Veja abaixo o tipo de remédio indicado.

Perda de visão

A conjuntivite pode causar uma inflamação generalizada dos olhos, degradando as células oftalmológicas e causando a cegueira. No entanto, este quadro é bem raro, mais provável em pacientes que já tenham outros traumas nos olhos.

O problema costuma durar de uma semana a vinte dias. O tratamento depende da causa. Para o tipo viral não há tratamento específico. Compressas devem ser feitas com água natural ou mineral fria. Elas ajudam a aliviar o incômodo causado pelos sintomas, desinflamando e desinchando os olhos. Ao contrário do que se acredita, água boricada não deve ser usada: ela pode aliviar os sintomas da conjuntivite, mas sua composição pode provocar reação alérgica intensa.

No caso das conjuntivites bacterianas, o tratamento é feito com colírios à base de antibióticos. Este medicamento deve ser recomendado pelo médico oftalmologista. Já nos casos alérgicos, a terapia é se afastar do que causa a alergia, fazer compressas de água gelada e usar os colírios recomendados pelo oftalmologista.

O paciente nunca deve se automedicar quando se trata de uma conjuntivite. Isso porque, se essa inflamação não for bem cuidada, há chances de ficarem sequelas, como ceratite, úlcera de córnea e até a perda de visão.

A conjuntivite pode ser evitada com medidas simples, como: higienização frequente das mãos e evitar levá-la aos olhos; não compartilhar itens de maquiagem; não compartilhar toalhas ou óculos de outras pessoas; usar óculos de natação ao mergulhar.

As causas

Existem três causas para a conjuntivite: viral, inclusive pelo coronavírus; bacteriana; ou por um agente alergênico, como pelo de animais.

Quando é viral, é comum surgir uma secreção esbranquiçada nos olhos, enquanto a secreção amarelada (causada pelo pus), ocorre quando a causa é bacteriana.

— As conjuntivites virais são muito comuns no tempo quente, principalmente na época do carnaval, onde muitas pessoas compartilham óculos e pincéis de maquiagem. Elas normalmente são causadas por adenovírus. Já as bacterianas costumam ser mais graves — afirma o oftalmologista Leoncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier.

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