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Conheça o hidrogênio verde, o combustível do futuro

Hidrogênio verde: combustível pode ser o futuro da matriz energética do país
Hidrogênio verde: combustível pode ser o futuro da matriz energética do país
  • Hidrogênio verde serve como um estoque energético;

  • Elemento poderá ser utilizado tanto em indústrias, como para combustíveis de veículos;

  • Brasil tem infraestrutura e posição geográfica ideal para investir na nova tecnologia.

O hidrogênio verde é um dos combustíveis mais promissores para o futuro, e o Brasil está em posição de destaque para se tornar um dos principais fornecedores mundiais do produto. Mas afinal, o que é o hidrogênio verde?

Hidrogênio verde

O hidrogênio é um dos elementos mais abundantes da Terra e, apesar de seu ótimo potencial energético, ele traz também um problema grave: sua poluição. Geralmente, ele só pode ser encontrado em combinação com outros elementos, e seu uso na produção de energia costuma liberar gás carbônico (CO2) na atmosfera. Este é o chamado hidrogênio cinza.

Diferentemente deste, a energia do hidrogênio verde é obtida através da decomposição da água via corrente elétrica, que resulta em moléculas de hidrogênio (H2) e oxigênio (O2). Ou seja, não polui o meio ambiente em si, e se contar com eletricidade fornecida de fontes totalmente sustentáveis, como eólica ou solar, hidrelétrica e biomassa, se torna totalmente sustentável.

Segundo Leandro Tessler, professor de física da Unicamp, o hidrogênio verde não é um combustível em si, mas sim uma forma de armazená-lo. A energia não se origina da queima do gás, mas sim das reações químicas com o oxigênio, que gera água e eletricidade.

Esse H2, chamado de hidrogênio isolado, teria diversos usos, como nas indústria de siderurgia, petroquímica, agrícola, alimentícia, de bebidas e química. Contudo, o principal seria o uso como combustível de automóveis, ônibus, caminhões, navios e aviões, que são responsáveis por 24% das emissões globais de carbono.

Brasil pode ser líder indústria

Até 2020, 85% das iniciativas de hidrogênio verde estavam concentradas na Europa, Ásia e Austrália, mas no ano passado outros 200 projetos sobre hidrogênio verde apareceram em mais de 30 países.

O Brasil está em uma posição geoestratégica ideal para se posicionar como um líder no setor, graças ao potencial para energias hidrelétricas, eólica e solar, além de ter um sistema integrado de energia.

Apesar de ainda não estar liderando nos investimentos, o Brasil já anunciou a construção da primeira fábrica de hidrogênio verde, com previsão de começar as operações em 2023. Localizada em Camaçari (BA), ela está sendo construída pela Unigel e terá como objetivo produzir tanto para o mercado interno quanto para o externo.

O H2 será produzido através da eletrólise da água, a partir de geradores eólicos, e será voltado para as indústrias de fertilizantes e amônia, o que deverá também ajudar o país frente a crise de fertilizantes mundial. No entanto, “ainda estamos muito distantes de um uso comercial de hidrogênio para estocar energia”, disse Tessler.