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Conheça Yara Flor, a nova Mulher-Maravilha brasileira nas HQs da DC Comics

Claudio Yuge
·3 minutos de leitura

A DC Comics apresentou nesta semana um evento que nasceu de forma controversa, passou por mudanças ao longo do ano e corria o risco de nem sair do papel. No final, foi confirmado com o nome de Future State e tem como propósito renovar o legado dos personagens icônicos com mais diversidade e juventude. E, para nós, brasileiros, tem um bônus: a Mulher-Maravilha deste evento nasceu em solo tupiniquim e se chama Yara Flor.

Bem, antes de chegar a Yara, vamos só entender o que significa esse evento, que vai acontecer em janeiro e fevereiro de 2021. A ideia inicial, chamada de 5G, era uma iniciativa do ex-editor-chefe Dan Didio, que, basicamente, tratava de posicionar uma quinta geração de heróis em uma revisão da linha cronológica da editora. Assim, durante o evento, os personagens mais icônicos seriam substituídos por modelos mais jovens.

A premissa parecia boa, mas Didio, que falhou com o reboot dos Novos 52 e vinha trazendo sagas e mais sagas com propostas muito semelhantes e sem o apelo característico da DC Comics, seu legado e Multiverso, entrou em choque com muita gente na editora. E um conflito em especial, com Scott Snyder e Geoff Johns, dois dos nomes que reergueram a companhia do fracasso dos Novos 52, culminou na demissão de Didio e na revisão do projeto 5G no começo deste ano.

<em>Imagem: Divulgação/DC Comics</em>
Imagem: Divulgação/DC Comics

Os meses passaram e o 5G então foi se transformando, até que a DC anunciou Future State, que aproveita a premissa de revisar o legado com novas versões de personagens icônicos. As histórias vão se passar em 2030, com o Superman tradicional fora do planeta e seu filho, Jonathan Kent, em seu lugar. Teremos um novo e enigmático Batman, enquanto Bruce Wayne será um tipo diferente de detetive. E, entre outras mudanças, há a Mulher-Maravilha brasileira.

Yara tem conexões com as amazonas

Ainda não dá para saber exatamente o que liga Yara Flor com as amazonas ou Diana Prince, mas provavelmente não é somente o fato do Brasil ter a Amazônia — assim esperamos. Segundo o editor da linha do Superman, Jamie S. Rich, que é responsável pelas histórias da nova Mulher-Maravilha, as conexões dela com as guerreiras mitológicas será um dos principais pontos da história.

<em>Imagem: Divulgação/DC Comics</em>
Imagem: Divulgação/DC Comics

"Iremos finalmente descobrir que existem conexões com as outras tribos das amazonas que estabelecemos. Yara tem alguma conexão com as amazonas, e parte do que vamos descobrir em sua origem é o que ativa sua posição, o que a torna Mulher-Maravilha nesta época. Ela é brasileira, mas foi imigrante da América. Mesmo que a vejamos atualmente ativa como Mulher-Maravilha, eventualmente descobriremos qual é sua origem — parcialmente com ela descobrindo o que isso significa, de onde ela é, por que ela é assim, como se relaciona com Diana e com as outras amazonas”, disse, em entrevista ao IGN.

<em>Imagem: Divulgação/DC Comics</em>
Imagem: Divulgação/DC Comics

Como dá para notar na prévia de sua imagem, ela tem a pele morena e segue um estereótipo com uma silhueta, digamos, “mais brasileira”, com o desenho destacando o quadril e um traje mais chamativo. Rich afirmou que Yara é o oposto de Diana Prince em várias maneiras. “Sua humanidade ainda está intacta e isso é muito importante. Do ponto de vista do leitor, o que isso significa para mim quando olho para esse personagem? Diana Prince é uma deusa, então ela está sempre um pouco acima de nós. Esta é uma chance de voltar às raízes iniciais da Mulher-Maravilha, quando Diana estava tentando ser humana e tentando aprender a ser humana. Agora estamos indo na direção oposta — como uma humana aprende a ser uma deusa?", comentou.

O evento Future State acontece em vários títulos da DC Comics em janeiro e fevereiro de 2021.

Fonte: Canaltech

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