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Conheça a tecnologia por trás da camisa da Seleção Brasileira

A camisa da Copa do Mundo está longe de ser apenas uma peça de roupa comum. Em geral, este tipo de vestuário traz tecnologias muito avançadas, com anos de projetos voltados para otimizar a performance dos atletas em diferentes condições no campo — e não é diferente com o uniforme da seleção brasileira.

Tecnologias da camisa da seleção brasileira

Camisa da Seleção Brasileira traz tecnologia Dri-FIT (Imagem: Divulgação/Nike)
Camisa da Seleção Brasileira traz tecnologia Dri-FIT (Imagem: Divulgação/Nike)

As novas camisas da Copa 2022 serão assinadas novamente pela Nike, que divulgou o uniforme em agosto deste ano. O clássico tom amarelo canarinho aparece na camisa titular da seleção, com pintas que fazem alusão à onça-pintada — inclusive na camisa reserva, que une tons azuis e verdes.

A marca traz a sua tecnologia Dri-FIT para os uniformes da copa do Catar, com as soluções mais avançadas da empresa até o momento. De acordo com o que foi explicado, mapas de suor e calor corporal dos atletas foram levados em consideração para estruturar a camisa.

Desta forma, os designers foram capazes de projetar o tecido de forma extremamente precisa, pixel a pixel. Ademais, o produto ainda é formado por 100% de poliéster reciclado de garrafas plásticas, e o uso deste material é capaz de reduzir as emissões de carbono em até 30% em comparação com o poliéster virgem.

Uniformes trazem referências à onça-pintada (Imagem: Divulgação/Nike)
Uniformes trazem referências à onça-pintada (Imagem: Divulgação/Nike)

As camisas das outras seleções

Nove empresas diferentes serão fornecedoras de camisas das seleções do mundial do Catar. Além do Brasil, a Nike estará estampada nas camisas da Arábia Saudita, Austrália, Canadá, Catar, Coreia do Sul, Croácia, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Polônia e Portugal.

As outras marcas presentes na Copa serão as seguintes:

Adidas desenvolveu a tecnologia HEAT.RDY (Imagem: Divulgação/Adidas)
Adidas desenvolveu a tecnologia HEAT.RDY (Imagem: Divulgação/Adidas)

Adidas

Alemanha, Argentina, Bélgica, Espanha, Japão, México e País de Gales utilizarão na copa os uniformes da Adidas. A empresa também trará camisas com poliéster reciclado, e plástico retirado de oceanos em ilhas remotas, praias e comunidades costeiras.

A companhia oferece a tecnologia HEAT.RDY em seus uniformes, com foco no resfriamento e circulação de ar para os jogadores. Com diferentes texturas em locais estratégicos das camisas, a temperatura dos jogadores pode ficar completamente regulada, durante e depois das atividades físicas.

Uniformes da Puma são supostamente os mais leves da Copa (Imagem: Divulgação/Puma)
Uniformes da Puma são supostamente os mais leves da Copa (Imagem: Divulgação/Puma)

Puma

A marca estará presente com seis seleções: Gana, Marrocos, Senegal, Sérvia, Suíça e Uruguai. Em 2021, a marca lançou sua tecnologia Ultraweave, que supostamente traz as camisas mais leves do mundo — de acordo com as informações divulgadas, cada unidade pesa apenas 72 gramas.

O tecido foi projetado com base em um processo de estiramento mecânico de quatro vias, que mantém os níveis de conforto e elasticidade durante o jogo. A estrutura do tipo RipStop atua em conjunto com o poliéster dryCELL para uma performance adequada enquanto seca ou molhada.

No caso da Puma, até mesmo as impressões presentes na camisa são pensadas para otimizar a leveza da roupa. Elementos como números, letras e escudos passam por um processo diferenciado, que melhora o respiro do uniforme.

Outras marcas

Hummel: a empresa alemã estará representada apenas nos uniformes da Dinamarca. No lançamento das camisas para a Copa do Mundo do Catar, outro aspecto chamou a atenção: elas trazem um visual completamente vermelho, como uma forma de protesto contra o turbulento histórico de direitos humanos no Catar.

Marathon: a empresa equatoriana tem uma das parcerias mais longevas entre seleções de futebol, já que veste o time local desde 1996. O uniforme atual mantém um padrão tradicional do país, em que o primeiro uniforme é amarelo, enquanto o reserva é azul escuro — uma curiosidade deste modelo é que ele traz um pequeno mapa impresso, com as coordenadas 0° 0′ 0″.

Majid: outra seleção que receberá uniformes de uma empresa local é o Irã, com a Majid. A marca foi fundada pelo Dr. Majid Saedifar, que já foi fisioterapeuta oficial do time de futebol do país.

One All Sports: a marca é mais vista nos uniformes de equipes envolvidas no automobilismo, e chega para vestir a seleção de Camarões após ela ter terminado o contrato com a Le Coq Sportif.

Kappa: será a fornecedora de uniformes para a Tunísia. A textura da camisa é baseada na “Armadura de Hannibal”, que foi atribuída ao general cartaginês Hannibal após ser encontrada em 1909.

New Balance: apenas as camisas da Costa Rica serão assinadas pela New Balance. Elas têm um padrão liso em vermelho no uniforme titular, enquanto o reserva é branco.

Histórico das camisas de futebol

Camisas mais antigas tinham materiais que ficavam pesados quando molhados (Imagem: Historical Football Kits)
Camisas mais antigas tinham materiais que ficavam pesados quando molhados (Imagem: Historical Football Kits)

Assim como tudo que envolvia o futebol na época de seu lançamento, as camisas tinham um visual bastante amador. Ainda no final do século XIX, elas já passaram a ter algumas características que são consideradas fundamentais para o jogo atual, como a necessidade de cores contrastantes entre os times, e uniformes diferentes para identificação dos goleiros.

Naquela época, as camisas eram feitas majoritariamente de algodão, com adereços em lã, botas pesadas e bonés coloridos. Portanto, materiais que podem ficar muito pesados debaixo de chuva ou após alguns minutos de jogo em um campo enlameado, como era comum.

Fotos antigas mostram que o estilo das camisas era bastante variado entre times, mas alguns já costumavam optar por um formato mais justo — algo que é até comum atualmente, por motivos bem mais científicos.

Nos anos 1920-30, alguns times já tinham camisas slim (Imagem: Bolognafc.it)
Nos anos 1920-30, alguns times já tinham camisas slim (Imagem: Bolognafc.it)

Foi somente ao longo do século XX que a tecnologia realmente começou a ganhar espaço no desenvolvimento de uniformes de futebol. Com a popularização do esporte, os jogadores ficaram mais habilidosos e técnicos, o que já exigiu mudanças no vestuário.

Com isso, materiais sintéticos de baixo peso começaram a ser utilizados em camisas e shorts. Além disso, foi uma era de muitas mudanças estéticas nos uniformes, com a adoção de patrocínios e alternância entre formatos mais folgados e mais justos.

Anos 2000

Camisas mais largas fizeram sucesso nos anos 2000 (Imagem: Pinterest)
Camisas mais largas fizeram sucesso nos anos 2000 (Imagem: Pinterest)

Ao longo dos anos, aumentou também a preocupação com os meiões dos jogadores. Na virada para o século XXI, eles já são feitos em materiais confortáveis e que dão suporte ao tornozelo — mais uma vez, o objetivo é aumentar a passagem de fluidos corporais para evitar odores desagradáveis nos pés.

Enquanto isso, camisas começaram a ser moldadas de forma ainda mais justa, com tecido em poliéster para manter a força e durabilidade — puxões de camisa, tão normais no futebol, não fazem mais o uniforme rasgar de forma tão fácil.

Além de permitir a saída fácil de suor durante o jogo, as camisas com novas tecnologias ainda são melhores em condições de chuva. Afinal, a menor absorção de água evita que ela ganhe muito peso, e mantém uma liberdade de movimentos semelhante a quando está seca.

Fonte: Canaltech

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