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Conheça as protagonistas do especial 'Falas femininas': 'Amplificar a voz delas é de suma importância', diz Fabiana Karla

Luana Santiago
·4 minuto de leitura

O que uma rapper, uma agricultora, uma auxiliar de enfermagem, uma ambulante e uma diarista têm em comum? Todas são mulheres fortes que estrelam o especial "Falas femininas", exibido nesta segunda-feira na TV Globo, logo após o "BBB21". Homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o programa conta as histórias de superação dessas brasileiras (conheça mais sobre elas nos quadros ao longo desta página) e, no fim, reúne as cinco em um bate-papo mediado por Fabiana Karla.

Leia mais:

— Amplificar a voz dessas personagens é de suma importância. Elas são mulheres reais que vão gerar uma identificação. É sempre valioso escutar a história de uma mulher, principalmente quando essa mulher é forte, é periférica, é negra, é religiosa. Quando começamos a escutá-las, nós nos reconhecemos em muitas dessas histórias. Nos reconhecemos nas dores, nas vontades, nos receios, nos desejos, e isso traz sororidade, que é o que queremos mostrar neste especial. Encontramos personagens muito interessantes — afirma a atriz.

Além de conduzir o encontro das cinco protagonistas, a artista esteve envolvida no processo criativo da atração.

— O convite para ser mediadora já foi incrível. Agora, fazer parte da engrenagem, estar com a equipe toda feita por mulheres, é demais. Acredito que isso tem um valor histórico e simbólico muito importante, porque as pessoas têm a impressão de que nós, juntas, somos caóticas, mas não. Vamos quebrar essa imagem de que mulheres, trabalhando unidas, brigam. Podemos, claro, até divergir, mas conseguimos chegar a um lugar em que todas concordam — explica Fabiana, reforçando a necessidade de mulheres liderarem e conduzirem produções audiovisuais: — O especial é uma oportunidade de mostrar que somos totalmente capazes de realizar um lindo programa, tomando conta dessa frente.

Carioca fez mãe retomar os estudos

Carol Dall

A estudante universitária e rapper, de 26 anos, nascida em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, foi criada em Duque de Caxias, na Baixada. Inspirada na tia pedagoga, Dall resolveu ser professora também. Trabalhou para pagar o próprio cursinho pré-vestibular e, hoje, estuda na UFRJ, onde conclui a faculdade de Geografia. “Minha jornada não é um conto de fadas. Na universidade, era problema atrás de problema. Pensei em desistir várias vezes. Por isso, a importância das redes de apoio, de uma mulher fortalecer a outra”, afirma. Com sua trajetória, Carol estimulou a mãe, Eliane, a voltar para a escola. A jovem também escreve poemas e está gravando seu primeiro disco de rap.

Baiana arretada e dedicada

Gleice Araújo Silva

A ambulante, de 29 anos, é mais conhecida como Ruana. Mora em Salvador, na Bahia, com o marido e as três filhas, de 6, 5 e 4 anos. Ele é militar, e ela tem uma barraca de drinques na praia. Fora da alta temporada, complementa a renda vendendo comida em eventos. Filha de uma baiana vendedora de acarajé, vê a mãe como exemplo de mulher independente. Sempre que pode se dedica ao candomblé.

Fé na linha de frente

Cristiane Sueli de Oliveira

A auxiliar de enfermagem, de 44 anos, nasceu e mora em São Paulo. Está separada há dois anos e mora com os quatro filhos, de 23, 18, 13 e 7 anos. Ela se divide entre a rotina no hospital, onde trabalha na linha de frente do combate à Covid-19, e o cuidado dos herdeiros. Na parte da manhã, o filho mais velho cuida do mais novo. Cristiane gosta de ir para a academia e para a igreja, junto da família, que é toda evangélica.

Tina no corre da vida

Sebastiana dos Santos Oliveira

A diarista, de 47 anos, nasceu na Bahia, onde desde cedo começou a trabalhar em casa de família como empregada. Quando um dos irmãos se mudou para São Paulo, pegou o mesmo rumo. Na capital paulista, faz faxina. Atualmente, mora com os dois filhos, de 18 e 8 anos. Sempre pagou todas as contas sozinha. Estudou só até a quarta série e diz que isso atrapalha muito para conseguir trabalho.

Sonho de virar escritora

Maria Sebastiana T. da Silva

A sanfoneira e agricultora, de 59 anos, nasceu em São Raimundo Nonato, no Piauí. Aos 6 anos, encontrou uma sanfona abandonada e aprendeu a tocar sozinha. Logo começou a tocar em festas. Não frequentou a escola para trabalhar na roça. Teve nove filhos e é avó de 14 netos. Em 2019, ela se matriculou numa escola e aprendeu a escrever seu nome. Quer escrever um livro.

*Com colaboração de Regiane Jesus