Mercado abrirá em 3 h 29 min
  • BOVESPA

    101.915,45
    -898,58 (-0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.698,72
    -97,58 (-0,20%)
     
  • PETROLEO CRU

    68,68
    +2,50 (+3,78%)
     
  • OURO

    1.782,20
    +5,70 (+0,32%)
     
  • BTC-USD

    57.674,93
    +1.074,12 (+1,90%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.481,00
    +38,23 (+2,65%)
     
  • S&P500

    4.567,00
    -88,27 (-1,90%)
     
  • DOW JONES

    34.483,72
    -652,22 (-1,86%)
     
  • FTSE

    7.135,36
    +75,91 (+1,08%)
     
  • HANG SENG

    23.658,92
    +183,66 (+0,78%)
     
  • NIKKEI

    27.935,62
    +113,86 (+0,41%)
     
  • NASDAQ

    16.355,75
    +205,25 (+1,27%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3961
    +0,0261 (+0,41%)
     

Conheça projeto inspirado nos ‘Business Improvement Districts’ de Nova York e Londres para requalificar o Centro do Rio

·3 min de leitura

RIO - A ação é inspirada em casos de sucesso dos chamados Business Improvement Districts (Bids), como são conhecidos distritos em todo o mundo — Nova York e Londres, por exemplo — geridos pela associação da iniciativa privada com o setor público para revitalizar e manter áreas das cidades. Há quase dois meses, também ganha apoio de proprietários de imóveis e investidores, com um grupo de 50 cotistas iniciais, a região central do Rio, que já é alvo do programa urbanístico da prefeitura “Reviver Centro”, que propõe regras mais flexíveis para estimular a ocupação com moradias, entre outras iniciativas.

A partir do novo projeto, Aliança CentroRio, coordenado pela associação Rio Negócios e o Instituto Rio 21, entidade voltada para desenvolver estudos sobre a cidade, os cotistas também financiam e aceleram a requalificação da área. A ação coincide com a retomada de atividades presenciais na região.

Iniciado em setembro, o projeto tem duas fases. Até o fim do ano, duas funcionárias circularão pelo Centro para identificar os principais problemas da região e que merecem atenção, como calçadas irregulares, falta de tampas em bueiros, além da presença da população de rua, ambulantes em situação irregular e espaços desocupados que poderiam ser mais bem aproveitados. Caso a ocorrência não seja atribuição da prefeitura, outro órgão pode ser acionado.

A ideia é expandir o projeto a partir de 2022, com a entrada de novos cotistas, o que possibilitaria o financiamento de intervenções urbanas. Por enquanto, os 50 cotistas pagam mensalmente R$ 1 mil, e cotas de R$ 500 vêm sendo oferecidas a comerciantes.

— O programa tem potencial de expansão. Nos próximos meses, vamos discutir parcerias com 21 empresas privadas e instituições públicas que têm sede no Centro e podem ter interesse em espaços mais qualificados. O setor financeiro também pode ter interesse. Na região do projeto existem 68 agências bancárias— relata o presidente do Rio Negócios, Marcelo Haddad.

Na fase atual, o projeto monitora 11 quilômetros de vias. Algumas ações também já começaram a ser postas em prática, como a compra de tendas que servirão de apoio a 20 bases operacionais do programa Centro Presente. A proposta de conectar ao 5º BPM (Praça da Harmonia) às câmeras de segurança de prédios da região foi incorporada ao projeto.

De acordo com o cientista político e diretor executivo do Instituto Rio 21, Antonio Mariano, o plano de criar um Bid no Centro começou em março, pela importância econômica da área. A região concentra mais de 30% das empresas do Rio, que movimentam R$ 560 bilhões por ano, gerando mais de 300 mil empregos.

— Geramos relatórios semanais que informam os problemas identificados e as soluções apresentadas pelo poder público. Na fase seguinte, vamos escolher uma área piloto com a prefeitura para implantar melhorias — diz Mariano.

O projeto tem a simpatia da prefeitura:

— A ideia de estabelecer uma espécie de gestão compartilhada do Centro pode ajudar a melhorar o espaço público, favorecendo a expansão de investimentos a partir de um ambiente propício para negócios. Nós promovemos uma mudança na legislação urbanística. Mas a participação da sociedade civil é muito importante — diz Washington Fajardo, secretário municipal de Planejamento Urbano.

A proposta de um distrito no Centro é um pouco diferente de outros países porque a adesão no Rio é voluntária. Um projeto de lei, de autoria do hoje secretário municipal de Fazenda, Pedro Paulo Carvalho, ainda tramita no Congresso Nacional para regulamentar o sistema. Mas mesmo ainda sem regulamentação à vista, o empresário Claudio Castro, diretor da Sérgio Castro Imóveis, que apoia o projeto desde o início, aposta que a experiência será bem- sucedida:

—As demandas para solucionar problemas não chegam hoje à prefeitura porque, apesar de ser um polo de negócios importante, o Centro conta apenas com 48 mil moradores — diz.

Nas primeiras seis semanas do projeto no Rio, foram mapeados 512 problemas, classificados por cores de acordo com o nível de gravidade: vermelho (alto risco de acidentes, moradores de rua, ambulantes e espaços abandonados); amarelo (problemas de médio risco, como necessidades de recapeamento ou recuperação de calçadas) e verde (baixo risco, como falhas de sinalização e problemas de trânsito).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos