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Conheça o GTGraffiti, o primeiro robô grafiteiro do mundo

Estudantes de engenharia do Instituto de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech), nos Estados Unidos, construíram o que eles dizem ser o “primeiro robô grafiteiro” do mundo. O sistema composto por cabos e polias consegue imitar com precisão a fluidez dos movimentos realizados por um humano.

A tecnologia usada no GTGraffiti captura os gestos feitos por um artista de verdade e os converte em um algoritmo utilizado para programar o sistema robótico. A partir daí, o dispositivo usa tinta spray para recriar as obras de arte, mantendo todas as características da tela original.

“Para que o robô seja capaz de pintar no estilo humano, tanto o ele quanto a obra de arte devem ser projetados em conjunto, pelo menos por enquanto. O sistema usado no GTGraffiti possui três etapas: captura de arte, hardware e controle”, explica o Ph.D. em robótica Gerry Chen, autor principal do projeto.

Artista robótico

Em vez de criar obras do zero, o GTGraffiti usa um sistema de captura de movimentos para gravar o trabalho de artistas humanos. Enquanto dois voluntários pintavam letras do alfabeto no estilo graffiti, o software aprendia a realizar os mesmos gestos, camada por camada, em tempo real.

Depois de processar dados como velocidade, aceleração e tamanho, a equipe usou essas informações para projetar o robô. O dispositivo é acionado por cabos — como aquelas câmeras usadas em eventos esportivos para captar imagens aéreas — montados em uma estrutura de aço, que pode ser adaptada na lateral de um prédio, por exemplo.

Sensores na luva captam os movimentos do artista humano (Imagem: Reprodução/Georgia Tech)
Sensores na luva captam os movimentos do artista humano (Imagem: Reprodução/Georgia Tech)

Antes de começar a pintar, a obra do artista humano é convertida em sinais elétricos. Essas figuras são catalogadas em uma biblioteca digital e podem ser programadas em qualquer tamanho, perspectiva e combinação para produzir as imagens que serão pintadas sobre uma superfície plana.

“Uma vez que escolhida a sequência e a posição dos personagens, nós usamos equações matemáticas para gerar as trajetórias que o robô deve seguir. Esses caminhos produzidos por algoritmos garantem que ele pinte com a velocidade, localização, orientação e perspectiva corretas”, acrescenta Chen.

Futuro artístico

Os estudantes estão experimentando novas formas de reproduzir imagens pré-gravadas em diferentes escalas para analisar se o robô consegue pintar superfícies maiores. Se isso for possível, ele poderia, por exemplo, reproduzir versões ampliadas de obras de arte originais em locais perigosos ou de difícil acesso, como na lateral de um arranha-céu.

O software do GTGraffiti "aprende" a pintar observando o trabalho de artistas de verdade (Imagem: Reprodução/Georgia Tech)
O software do GTGraffiti "aprende" a pintar observando o trabalho de artistas de verdade (Imagem: Reprodução/Georgia Tech)

Em teoria, enquanto um artista de carne e osso pinta uma tela em qualquer parte do mundo, o GTGraffiti poderia executar a mesma obra de arte em um local a quilômetros de distância, mantendo os traços, a precisão e a personalidade de seu criador original.

“Esperamos desenvolver essa tecnologia para que ela possa permitir que um artista ao pé de um prédio faça suas pichações em um pequeno espaço, enquanto o robô movido por um cabo, copia essa pintura com pinceladas gigantes na lateral do mesmo edifício em tempo real”, prevê Gerry Chen.

Fonte: Canaltech

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