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Conheça o Caracas, adversário do Vasco na Copa Sul-Americana

Felipe Melo
·3 minuto de leitura


O Vasco conheceu nesta sexta seu adversário na segunda fase da Copa Sul-Americana. Trata-se do Caracas, da Venezuela, que terminou na terceira colocação do Grupo H da Libertadores, com 7 pontos, e foi eliminado no saldo de gols pelo Libertad, do Paraguai. Diante disso, confira o que a equipe de Ricardo Sá Pinto terá pela frente a partir desta semana.

O duelo, que decidirá uma vaga nas oitavas de finais da competição, terá início na próxima quarta-feira, às 21h30, em São Januário. Neste sentido, o Vasco necessita fazer um bom resultado em casa para decidir com mais tranquilidade na Venezuela, dia 4 de novembro.

Dirigida pelo experiente Noel Sanvicente, a equipe da capital venezuelana estava no mesmo grupo de Boca Juniors, Libertad e Independiente Medellín. No entanto, não conseguiu a classificação devido à sua campanha irregular em casa e a derrota para os colombianos em pleno Estádio Olímpico de la Universidad Central de Venezuela.

O que Ricardo Sá Pinto pode esperar do Caracas?

Segundo os números do site especializado 'Sofascore', o Caracas costuma jogar no 4-2-3-1, com um centroavante fixo de bom cabeceio, o argentino Alexis Blanco. Contudo, apesar da jogadas aéreas, o jogador não tem feito uma boa temporada e marcou apenas dois gols na Libertadores.

Além dele, os defensores Carlos Rivero, Diego Osio e Rosmel Villanueva costumam aparecer na área adversária e funcionam bem nas jogadas pelo alto. Assim, o Vasco terá que tomar cuidado com as laterais, a estatura de seus zagueiros e a segunda bola (rebote dado pela defesa). Essas jogadas podem deixar a zaga desguarnecida e mal posicionada. Sem marcação na entrada da área, os jogadores do meio-campo adversário aparecem com espaço para concluir a gol.

Dessa forma, a bola parada é uma das virtudes do time, que aposta em seus meias Anderson Contreras e Robert Hernández. Ambos batem bem na bola e exploram este fundamento. Com isso, os Los Rojos del Ávila exploram bastante as jogadas pelos lados, principalmente o direito, o que deve ser observado por Ricardo Sá Pinto.

Outro detalhe importante no estilo de jogo é que em todas as seis partidas da competição continental, a equipe venezuelana teve menos posse de bola que seu adversário. Apostando mais nos contra-ataques por ser um time jovem e rápido. Ela também chutou menos que seus rivais e tomou gol em todos os jogos da competição continental (12 no total).

Ao longo da temporada, grande destaque fica por conta do seu camisa 10: Robert Hernández. Capitão, é o homem das bolas paradas, e chega com frequência à frente, pisando na área adversária com muito perigo. As principais jogadas do Caracas no ano passaram pelos pés do venezuelano, de 27 anos. Ele também é jogador com mais dribles, assistências e passes precisos da equipe e deve ser marcado de perto pelos defensores vascaínos.

O time ainda sofre com a falta de ritmo de jogo, já que o campeonato venezuelano só retornará neste final de semana após meses de inatividade de seu futebol. O Caracas estreia contra o Zamora, às 21h (horário de Brasília). Por fim, vale destacar que no momento decisivo da Libertadores, os venezuelanos mostraram suas fragilidades e 3 atletas foram expulsos contra o Independiente Medellín, em casa.