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Conheça o B-21 Raider, novo bombardeiro "invisível" dos Estados Unidos

·2 minuto de leitura

A Força Aérea dos Estados Unidos trabalha em ritmo frenético para trazer à vida um dos aviões mais interessantes dos últimos tempos: o B-21 Spirit. Apelidado como "avião invisível", esse bombardeiro tem um formato extremamente fino e ótimo para missões de ataque com alto nível de furtividade. Mesmo que essa invisibilidade seja de fachada, já que, na realidade, a ideia é dificultar a detecção pelos inimigos, sua eficiência é o que mais vai chamar a atenção.

Em desenvolvimento há quatro anos, o B-21 Raider pode ser considerado uma resposta dos EUA à China, que investe pesado em armas bélicas e com capacidade nuclear. O bombardeiro estadunidense tem condições de lançar munições de todos os tipos, além de ter boa velocidade e dirigibilidade, perfeito para manobras complicadas.

Segundo Frank Kendall, secretário da Força Aérea, a aeronave irá substituir, de uma só vez, dois modelos de bombardeiros da Força Aérea dos EUA: o B-2 e os B-1B. Este último é um supersônico sem capacidade furtiva que faz menos sentido em ambientes de alta saturação de defesa antiaérea modernos e que custam bem mais caro do que o novo B-21 Spirit.

A óbvia capacidade furtiva do B-21 Spirit se deve ao fato de ele ser extremamente fino e com formado agudo. A expectativa é de que sejam instaladas tecnologias de eliminação dos sinais de radares e outros dispositivos de interferência, mas a clara ideia dos EUA é de tornar o avião de fácil operação, o que pode ser visto nos valores cobrados por ele.

Renderização do B-21 feita pela Força Aérea dos EUA (Imagem: Divulgação/ US Air Force)
Renderização do B-21 feita pela Força Aérea dos EUA (Imagem: Divulgação/ US Air Force)

Cada B-21 terá custo de US$ 600 milhões, quase um terço do que os modelos mais antigos custavam para construção e operação. Segundo Kendall, os EUA trabalham para produzir cerca de 100 unidades. A produção da aeronave está em fase inicial e mais detalhes técnicos devem ser revelados em breve.

Por que resposta à China?

Não que estejamos em uma guerra verdadeira, mas há uma enorme preocupação por parte dos Estados Unidos com o avanço chinês na produção de armas nucleares e testes com esses equipamentos. A mais recente novidade do regime de Xi Jinping foi a fabricação de um bombardeiro furtivo H-20, com funções semelhantes às do B-21.

Evidentemente que tudo é tratado com cautela por parte dos Estados Unidos, mas é sempre bom se prevenir, não é mesmo? Uma das funções do B-21 é neutralizar lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais, os chamados ICBM. Agora, faz todo o sentido a pressa.

Fonte: Canaltech

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