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Conheça a grife A.ROLÊ, que conquistou IZA, Sabrina Sato, Anitta

Gilberto Júnior
·2 minutos de leitura
Iza veste A.ROLE

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Iza veste A.ROLE

Ao ver a apresentadora Sabrina Sato “montada” com um de seus looks, a estilista Luiza Gil conclui: “Gosto de criar um bafo”. Fundadora da marca A.Rolê, a gaúcha virou, em pouco mais de um ano, a favorita das famosas que fogem do tédio. “Faço uma moda mais lúdica, que encanta as pessoas. Não é algo banal para ser usado no dia a dia. É realmente especial”, observa a designer, fã do francês Thierry Mugler — o que diz muito sobre seu trabalho fora da caixa.

Ex-assistente dos stylists Daniel Ueda e Renata Correa, Luiza lançou a grife ao constatar um gap no mercado. “Já rodei bastante por aí produzindo e sempre tinha dificuldade em encontrar luvas interessantes. Eram poucas opções, quase todas caretas ou básicas demais. Resolvi me aventurar nessa seara”, recorda. E acrescentou um elemento importante à etiqueta: a gola rolê. “Mas sou conhecida mesmo pelas luvas. Os modelos embutidos nos vestidos fazem sucesso com as clientes. Deixo, inclusive, furos nos dedos polegar e indicador para que a pessoa possa usar o touch do aparelho celular sem dramas.”

No universo da estilista, de 28 anos, essas peças, que custam em média R$ 150, vão além da função de cobrir as mãos. São um verdadeiro acontecimento fashion. De veludo, poliamida e tule (as queridinhas das cariocas), dão a extravagância necessária ao visual. Daí, a queda das estrelas pela moda de Luiza. Anitta, Luísa Sonza, IZA, Pabllo Vittar e Cleo vivem ostentando a obra da gaúcha. “Confiava que meus amigos produtores dariam uma forcinha, que teria um acesso mais fácil às celebridades. Foi um boom”, celebra a moça, continuando: “Entre as celebridades, Sabrina Sato nos dá um retorno enorme. É chique e humana. A gente realmente acredita no que ela veste”. A apresentadora é só elogios: “Faz algum tempo que comecei a usar a marca e eu amo o trabalho da Luiza. Meu stylist, Pedro Sales, e eu estamos sempre buscando novas marcas e talentos, principalmente no mercado nacional”.

Parte das novas vozes da indústria nacional, a designer, dona de um ateliê em São Paulo, acredita piamente na diversidade. Seus modelos vão do manequim 36 ao 52. “Mas posso fazer roupas ainda maiores, sob encomenda, sem aumentar o preço final”, avisa. “Minha grife é composta apenas por mulheres. As coisas são feitas à mão, e não invisto em larga escala. Cada peça tem dez reproduções. Afinal, não somos clones.”