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Conheça Genildo Ronchi, o cartunista capixada criador do meme do ônibus

·3 min de leitura

Não importa o contexto, se no Instagram do serviço de streaming, na conta do Twitter da pizzaria ou no grupo de WhatsApp da família, quem está on-line certamente deparou com o meme do ônibus. No cartoon, o passageiro da direita olha sorridente para uma paisagem ensolarada, e o da esquerda, perto de um paredão de pedra, tem o semblante taciturno. Todo mundo recebeu, com as mais diversas brincadeiras, mas nem todos sabem que o autor do desenho que virou meme é Genildo Ronchi, cartunista de Cariacica, no Espírito Santo.

O desenho foi feito exatamente no dia 24 de agosto de 2013, dia de aniversário do capixaba — por isso a lembrança exata. Ele postou na mesma época, com o texto “Escolha o lado feliz da vida” e, de cara, sentiu que o conteúdo rendeu bem nas redes. Tanto que, pouco depois, o site americano “9gag” traduziu e foi um sucesso por lá. Mas agora, novamente, o ônibus de Genildo voltou para a pista digital.

— Esse ônibus é a soma de muita coisa. Para ele ser tão simples, há muitas questões complexas — explica Genildo, que pretende, nas próximas semanas, publicar uma animação com a chegada dos dois personagens no ônibus.

Hoje professor de design Genildo explica que a inspiração para o desenho veio do caminho que fazia diariamente para o trabalho. Passava por um terreno baldio, cujo cheiro e degradação o incomodavam. Até que resolveu trocar de lugar e viu um pôr do sol. A partir dessa decisão e o que resultou dela, pensou em cada detalhe do desenho: paisagens universais (pedras e montanhas) para não caracterizar nenhuma região específica; rostos redondos e estilizados, que flertam com emojis; o jogo do claro e do escuro nas roupas e paisagens.

— Mas sempre disse que é uma pessoa só, com lados diferenciados.

O ilustrador tem gostado de ver o desenho ganhando interpretações em inglês, espanhol e árabe (as três línguas estrangeiras que ele mais viu reproduções) e acha positivo a interferência que as pessoas fazem em sua obra

— Por eu ter me proposto a fazer bem e saber que a ideia era original, tinha essa intuição de que o conteúdo podia viralizar. E, quando postei, vi o que as pessoas disseram e como curtiram espontaneamente — diz ele. — Aconteceu uma inovação, a partir desses esses aplicativos de desenho, todo mundo refez os personagens e isso gerou uma riqueza (para o desenho).

O que ele pede, no entanto, é o crédito, algo que os próprios usuários das redes sociais costumam ajudá-lo, disseminando seus perfis oficiais (@genildoronchi no Twitter, no Instagram e no Facebook). A turma também o instigou a divulgar um pix para doações, já que o mundo (inclusive grandes empresas) reproduziram a imagem sem pagar.

—A galera está colaborando (com quantias que vão) de 50 centavos a 20 reais. Eles mesmo pediram: “Põe aí o PIX” — diz ele, que, no início, hesitou em dar a informação, mas agora está fascinado com o espírito colaborativo. — Se eu conseguir comprar um HD externo com as doações vai ser legal.

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