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Conheça 5 novas vacinas desenvolvidas pelo Instituto Butantan

Para além da vacina CoronaVac contra a covid-19, o Instituto Butantan é um dos principais centros brasileiros de pesquisa para o desenvolvimento e a produção de imunizantes no Brasil. No momento, a equipe de cientistas trabalha no processo de criação e de validação de cinco novas fórmulas. Se concluídas com sucesso, as novas vacinas devem proteger os brasileiros contra a dengue, a coqueluche, a covid-19 e a gripe (influenza).

Inclusive, a maioria destas vacinas em desenvolvimento pelo Butantan já está na fase de estudos clínicos, ou seja, são testadas em voluntários humanos. Em breve, poderão ser incluídas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Instituto Butantan trabalha no desenvolvimento de 5 novas vacinas (Imagem: Reprodução/FabrikaPhoto/Envato)
Instituto Butantan trabalha no desenvolvimento de 5 novas vacinas (Imagem: Reprodução/FabrikaPhoto/Envato)

Histórico do Butantan

Nos últimos dois anos, o Instituto Butantan foi uma das organizações que liderou o combate à covid-19, através de sua parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A inciativa permitiu que milhões de doses da CoronaVac fossem aplicadas nacionalmente. Mais recentemente, começou a testar uma nova fórmula, a ButanVac, que poderá ser produzida 100% no Brasil.

Apesar da popularidade recente, o Butantan nasceu com o objetivo de estudar e fornecer soros e vacinas, buscando erradicar doenças epidêmicas que atingiam São Paulo no início do século XX e, desde aquela época, é decisivo para a saúde pública brasileira.

Em 1899, um surto de peste bubônica começou a se propagar, a partir do porto de Santos (SP). A situação era grave e as autoridades de saúde fundaram o laboratório — que mais tarde originaria o Butantan — para a produção de soro antipestoso (que combate a peste). Em 1901, o local já produzia a vacina antipestosa.

Passados mais de 100 anos da sua fundação, os cientistas do Butantan ainda desempenham um papel importante. A seguir, confira a lista de vacinas que eles estão desenvolvendo:

1. Vacina contra dengue

Pesquisadores do Butantan testam vacina contra a dengue (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)
Pesquisadores do Butantan testam vacina contra a dengue (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

Em parceria com o National Institutes of Health (NIH) e a American Type Culture Collection (ATCC), ambos dos Estados Unidos, o Butantan desenvolve uma vacina contra a dengue. Potencialmente, o imunizante poderá combater os tipos 1,2, 3 e 4. Para isso, a fórmula tetravalente adota em sua composição os vírus geneticamente atenuados.

No momento, um ensaio clínico com 17 mil voluntários é realizado em parceria com diversos centros nacionais. Segundo o Butantan, a pesquisa está na fase final para obtenção do registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

2. Vacina contra o vírus H7N9

Como parte de uma estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) para impedir novas doenças zoonóticas — que acorrem a partir da transmissão de vírus entre animais e humanos—, o Butantan foi selecionado para produzir uma potencial vacina contra a gripe, causada pelo vírus Influenza aviário A (H7N9). O imunizante pode ser necessário, caso mais casos de transmissão deste agente infeccioso sejam identificados entre as aves e os humanos.

Atualmente, a vacina está na Fase II dos testes clínicos, onde os pesquisadores buscam comprovar sua segurança e eficácia.

3. Vacina tetravalente contra gripe

Produzida pelo Butantan, vacina tetravalente contra a gripe deve ser distribuída no Brasil (Imagem: Felipecaparros/Envato Elements)
Produzida pelo Butantan, vacina tetravalente contra a gripe deve ser distribuída no Brasil (Imagem: Felipecaparros/Envato Elements)

Hoje, o Butantan desenvolve vacinas trivalentes contra a gripe (influenza). Esta fórmula protege contra três cepas do vírus e é atualizada de forma anual, a partir dos parâmetros definidos pela OMS. Agora, a equipe de cientistas busca criar uma versão tetravalente, que funcione contra com duas cepas de vírus A e duas cepas do vírus B.

"O Butantan está preparando a nova formulação da vacina, que deverá substituir progressivamente a vacina trivalente nas campanhas de vacinação", explica o instituto, sem detalhar previsões. Outros laboratórios produzem a versão tetravalente, mas a disponibilidade dela está limitada à saúde privada no Brasil.

4. Vacina Pertussis Low

Além da vacina adsorvida já existente contra difteria, tétano e pertussis (coqueluche), os cientistas do Butantan querem desenvolver uma versão menos reatogênica e com menos risco de reações adversas, mas afetar a sua efetividade (eficácia no mundo real). Ainda não existe previsão de quando a fórmula deve estar pronta para o uso.

5. ButanVac

ButanVac deve chegar para os brasileiros em 2023 (Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)
ButanVac deve chegar para os brasileiros em 2023 (Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

Por fim, o Butantan testa a vacina ButanVac, em parceria com centros de estudo da Tailândia e do Vietnã. A pesquisa busca validar o imunizante como uma dose de reforço contra a covid-19 e, no Brasil, a equipe de cientistas trabalha na Fase I dos estudos clínicos.

A ButanVac adota o vírus responsável pela Doença de Newcastle (DNC) — que não provoca sintomas em seres humanos, mas atinge aves — como vetor viral inativado. Dessa forma, o vírus da DNC é editado geneticamente e tem incluído no seu material genético fragmentos do vírus da covid-19 para que, assim, desencadeie uma resposta imunológica contra o coronavírus no futuro. A previsão é que a fórmula possa ser usada já em 2023.

Futuro da produção de vacinas

Pensando no futuro e na capacidade de reagir contra novas pandemias, o Butantan monta um novo espaço para o desenvolvimento de imunobiológicos, como vacinas. Oficialmente, a iniciativa recebe o nome de Centro de Produção Multipropósito de Vacinas do Butantan (CPMV) e, no momento, os equipamentos estão em fase de instalação.

O espaço deve ser totalmente automatizado e terá capacidade para a produção de cinco diferentes plataformas vacinais. O local também deve receber a certificação Nível de Biossegurança 3. Com essa infraestrutura, o local poderá produzir, por exemplo, o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) de vacinas, em escala industrial. O projeto deve ser concluído em fevereiro de 2023.

Fonte: Canaltech

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