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Conheça 5 distribuições de Linux que vão fazer você abandonar o Windows

·8 min de leitura

Instalou o Windows 11 e não gostou? Seu PC vai ficar de fora da atualiação para o novo sistema? Tudo bem, você pode seguir no Windows 10 ou migrar de vez para o Linux. A rivalidade entre a dupla existe desde os primórdios do software e persiste até os dias atuais, com vantagens e desvantagens para ambos, mas o sistema de código aberto evoluiu a ponto de ser indicado até para os usuários mais leigos do Windows.

A pegada mais técnica do sistema de código aberto fez com que ele ganhasse um status mais cult junto aos amantes da tecnologia, com amplo uso em servidores, bem como tornou a criação de Linus Torvald a queridinha dos desenvolvedores. No começo de tudo, o Linux tinha uma interface mais complexa para a maioria das pessoas, como a necessidade de uso de linhas de comando (como no falecido MS-DOS) e a incompatibilidade com a maioria dos softwares da Microsoft, fatores determinantes ao para espantar o usuário tradicional.

Essas premissas, contudo, são parte de um passado bem distante: hoje há várias distribuições do Linux bastante amigáveis, com aplicativos populares, funcionais, cheios de recurso e pouquíssimos problemas de compatibilidade. Algumas delas até lembram bastante o Windows no quesito visual, porque usam ambientes gráficos muito intuitivos. O Canaltech elaborou uma lista com os cinco OS baseados em Linux mais indicados para quem deseja fazer a transição.

Linux Mint

O projeto nasceu em 27 de setembro de 2006 com o intuito de atender a um público diferente do que o Linux fazia àquela altura: usuários iniciantes, empresas, desktops caseiros e notebooks menos potentes. A distro começou a se tornar popular a partir da versão 3.0, denominada "Cassandra", e construída sobre a base de um sistema já popular, o Ubuntu.

O diferencial do Linux Mint foi a inclusão de drivers e codecs proprietários e alguns recursos extras que permitem rodá-lo em modo gráfico (GUI), ao contrário do Ubuntu e do Debian nos quais as configurações eram feitas através do modo texto. O desktop usa uma interface chamada Cinnamon, uma versão derivada do GNOME, e construída para quem não tinha familiaridade com o tecnicismo do Linux.

Uma curiosidade é que todas as versões do Linux Mint tem nomes femininos (Imagem: Reprodução/Linux Mint)
Uma curiosidade é que todas as versões do Linux Mint tem nomes femininos (Imagem: Reprodução/Linux Mint)

É impossível olhar para o desktop do Mint e não associá-lo de imediato ao Windows 10: a barra de tarefas, o "menu Iniciar", os ícones dos aplicativos, o relógio com as configurações de rede e som no canto inferior da tela e muito mais. Os apps são voltados para o ambiente de trabalho com ferramentas de produtividade como recados, agenda, gestor de e-mails e a suíte LibreOffice (a versão open source do Office 365).

O conceito "out-of-the-box", ou seja, pronto para uso assim finalizada a instalação é uma das maiores vantagens do Mint. O único trabalho do usuário será o de personalizar a aparência, se desejar, e instalar programas extras, caso necessite, o que faz do Mint foi uma das mais completas alternativas para quem deseja fugir do Windows.

Ubuntu Budgie

Como o nome sugere, o Budgie é uma versão modificada do Ubuntu, uma das distribuições mais populares do Linux. Diferentemente do anterior, aqui a pegada é mais voltada para a elegância, com um visual que lembra bastante o macOS e foco na usabilidade simplificada, estabilidade e facilidade de manter/atualizar.

O Ubuntu Budgie começou como uma variação não oficial da comunidade em paralelo ao Ubuntu 16.04 LTS, conhecido como Budgie-Remix, mas o sucesso da versão fez com que se tornasse parte oficial da comunidade do Ubuntu e ganhasse atualizações constantes.

A aparência moderna do sistema, focada na parte gráfica, destoa dos conceitos ultrapassados sobre o Linux (Imagem: Reproução/Ubuntu Budgie)
A aparência moderna do sistema, focada na parte gráfica, destoa dos conceitos ultrapassados sobre o Linux (Imagem: Reproução/Ubuntu Budgie)

O dock na parte inferior, os ícones, a barra superior com notificações, clima e outras informações úteis lembram o sistema operacional da Apple. Há quem gosta desta distro também porque ela lembra um pouco o Android em termos de menus e compatibilidade com widgets, por exemplo.

A versão mais recente do sistema é a 21.04 e receberá suporte até janeiro de 2022 e tem compatibilidade com dispositivos Raspberry Pi, além de todos os recursos herdados do Ubuntu tradicional.

Deepin

Na dicotomia entre Ubuntu e Debian, o Deepin é um dos destaques da segunda opção. Tem como um dos diferenciais a interface própria, chamada Deepin Desktop Environment, além de um acervo bem completo de aplicações exclusivas. A distro é desenvolvida pela Wuhan Deepin Technology Company Limited, localizada em Wuhan, na China, e ganhou popularidade graças ao cuidado visual e facilidade de uso por qualquer pessoa.

A loja de apps do Deepin é um dos destaques: além da facilidade de uso, possibilita o download e a remoção de apps com uma facilidade que lembra os celulares — bem diferente do Linux "quadradão" e do próprio Windows. Aqui no Brasil, há uma comunidade bastante ativa de fãs do sistema operacional, que inclusive contribuem com melhorias para o projeto.

Diga se parece ou não com o Windows? (Imagem: Reprodução/DistroWatch)
Diga se parece ou não com o Windows? (Imagem: Reprodução/DistroWatch)

A aparência do sistema é bem similar ao Windows, mas com uns toques de modernidade e exclusividade, como os cantos arredondados, a barra de tarefas semi-transparente e o "Menu Iniciar" enxuto. A distribuição também contém o relógio, a data/hora, as notificações e ajustes no canto inferior direito, no mesmo lugar do rival, bem como ícones afixados no meio da barra de tarefas como no Windows 11.

O Deepin foi originalmente lançado sob o nome Hiwix 0.1 em 28 de fevereiro de 2004 e levou um bom tempo até se tornar o que é hoje: a base padrão e interface foram alteradas várias vezes, com suporte ao GNOME e uso do Ubuntu à certa altura. A partir da versão 15.1, o projeto fixou-se no Debian e continua até os dias atuais.

Zorin OS

Para aqueles que detestam muitas mudanças, o Zorin OS é uma excelente solução para ex-usuários do Windows, porque ele é a distribuição que mais se assemelha, tanto no visual quanto na usabilidade. O sistema tem um menu iniciar e uma organização do desktop praticamente idênticos ao Win 7: idioma, configurações de áudio, data e hora.

A preocupação do Zorin é reproduzir uma experiência amigável, inclusive sob a ótica dos programas disponibilizados, já que a maioria também tem versões para o Windows — espere utilizar o Mozilla Firefox, o Audacity para editar áudios e o VLC para reproduzir conteúdos multimídia. Utiliza ambientes de desktop GNOME na maior parte de suas versões e Xfce em sua versão Lite, voltada a computadores antigos ou de configurações mais limitadas.

Fãs do Windows 7 não terão dificuldade com o Zorin (Imagem: Reprodução/DistroWatch)
Fãs do Windows 7 não terão dificuldade com o Zorin (Imagem: Reprodução/DistroWatch)

A primeira versão foi lançada em 1 de julho de 2009 e desde então o software passa por updates constantes para entregar sempre uma experiência estável para o usuário mais leigo. Uma das vantagens é a leveza do sistema e a baixa exigência de configurações de hardware, o que permite o funcionamento em notebooks e outros dispositivos mais antigos sem dificuldade.

No site do Zorin, os desenvolvedores ainda aproveitam para dar uma cutucada na Microsoft ao afirmar não ser necessário TPM. Outra vantagem, segundo os criadores, é capacidade de intercomunicação com telefones celulares para recebimento de notificações, transferência de arquivos e controlar o PC com o telefone. Além disso, tem suporte para quase uma centena de idiomas, incluindo o português, razão pela qual é um dos queridinhos do mercado.

Elementary OS

O último da lista segue na mesma linha do Ubuntu Budgie e oferece uma experiência mais amigável para quem deseja uma interface estilo macOS. O visual do desktop é bastante limpo, com um dock de aplicativos na parte inferior e central da tela e uma "barra de ferramentas" discreta e transparente no topo. É uma distros mais bonitas para Linux graças ao ambiente de desktop personalizado chamado Pantheon.

Um dos diferenciais do Elementary é a loja de apps e os vários programas disponíveis para lidar com fotos, músicas, vídeos, calendário, arquivos e até recursos mais avançados via terminal. O sistema conta com o navegador Epiphany, embora tenha suporte a outros, e um gerenciador de e-mails chamado Geary, o que deve proporcionar uma ótima experiência para ambientes corporativos.

Visual refinado, recursos úteis e uma vasta gama de apps compõem o Elementary (Imagem: Reprodução/DistroWatch)
Visual refinado, recursos úteis e uma vasta gama de apps compõem o Elementary (Imagem: Reprodução/DistroWatch)

Há ainda uma preocupação imensa em trazer updates mensais com estabilidade e segurança para o usuário, além da constante adição de recursos. A versão mais recente é o elementary OS 6 Odin, lançado em agosto, com suporte a modo escuro, personalizações de cores e muitas melhorias visuais. Na parte de funcionalidades, o SO traz suporte a gestos com multitoques, múltiplas áreas de trabalho e modelo de notificações com base na urgência.

Baseado no Ubuntu, o lançamento inicial ocorreu em 31 de março de 2011, inicialmente começou como um conjunto de temas e aplicativos, mas depois transformado em algo próprio. O projeto tem como meta resolver um grande número de deficiências notadas em outras distribuições GNU/Linux, como: estética da interface, redução da dependência de softwares de terceiros e diminuir ao máximo o uso do Terminal.

Já conhecia todas elas? Qual é a sua favorita? Faltou alguma distribuição do Linux que você considere ideal para os novatos ou ex-usuários do Windows? Deixe as suas contribuições nas redes sociais do Canaltech.

Fonte: Canaltech

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