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Congresso vai tomar providências sobre combustíveis sem machucar economia e Petrobras, diz Lira

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.09.2021 - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chega ao Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 08.09.2021 - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chega ao Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse não ter ficado satisfeito com as explicações do presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, sobre o aumento do preço dos combustíveis e afirmou que o Congresso vai tomar providências sem machucar a economia e a empresa.

Lira participou de uma videoconferência realizada pela casa de investimentos Necton na manhã desta quinta-feira (16). Ele comentou a participação do presidente da estatal em uma comissão geral da Câmara na última terça-feira (14), quando o general defendeu que uma eventual intervenção estatal nos valores precisaria ser compensada pelos cofres públicos.

Nesta quinta, o presidente da Câmara afirmou ser preciso "saber onde está o problema do preço dos combustíveis" e disse que "há quem diga que a Petrobras repassa muito rápido, é uma das empresas que mais repassam o aumento do barril e o aumento do dólar com relação a outras petrolíferas do mundo."

"Eu não achei que foi satisfatória [a participação de Silva e Luna], que foram satisfatórias as explicações do presidente da Petrobras", afirmou. "Eu falo isso com muita tranquilidade. Nós precisamos de mais esclarecimentos para que a gente tenha uma solução efetiva para, principalmente, a redução do preço do gás".

Lira disse que está sendo feita uma análise da audiência pública para saber quais perguntas foram respondidas pelo general a contento. "E a partir daí, como eu disse no início da live, providências podem ser pedidas, requerimentos de informação podem ser feitos, solicitações de ajuda de outros órgãos de controle podem ser solicitadas", ressaltou.

Ele defendeu que a estatal se antecipe e preste as informações "adequadas" sobre a "composição do preço dos combustíveis, do preço da importação do petróleo, os aumentos que são rápidos ou não."

"Não é possível que nós permaneçamos neste estado de letargia ou de inércia com relação às coisas que vêm acontecendo", criticou. "Então lógico que o Congresso vai tomar e seguir com providências, sem machucar a economia, sem prejudicar a empresa, mas fazendo o debate claro e transparente de informações que nós precisamos acessar."

"Não é possível que a gente não tenha condições de ter uma política não de intervenção de preços, não de tabelamento de preços, eu não estou falando isso, para deixar bem claro. Mas de uma política justa da Petrobras de poder dividir com o povo brasileiro o pouco da riqueza que ela amealha e arrecada com todo o esforço que o governo sempre investiu nela, na construção de gasodutos e vários outros investimentos que foram feitos", afirmou.

Na terça, durante a audiência pública, o general defendeu a política de preços da Petrobras.

"A Petrobras é uma sociedade de economia mista sujeita a uma rigorosa governança. Não tem espaço para qualquer tipo de aventura dentro da empresa, não tem", afirmou em audiência na Câmara dos Deputados, logo depois de apresentar cálculos sobre a composição do preço dos combustíveis.

O executivo disse que a empresa precisa cumprir uma série de regras e legislações, como a lei do petróleo, a lei das estatais, o estatuto social da empresa e a própria Constituição.

Na segunda, Lira questionou o peso dos preços dos combustíveis da Petrobras no bolso dos consumidores e afirmou que a estatal deve ser lembrada de que seus acionistas são os brasileiros.

Em uma rede social, Lira escreveu: "Tudo caro: gasolina, diesel, gás de cozinha. O que a Petrobras tem a ver com isso? Amanhã, a partir das 9h, o plenário vira Comissão Geral para questionar o peso dos preços da empresa no bolso de todos nós."

"A Petrobras deve ser lembrada: os brasileiros são seus acionistas", complementou, na mesma mensagem.

Os aumentos do preço da gasolina vêm pressionando o IPCA (índice oficial de preços). Em agosto, o índice avançou 0,87%, a maior taxa em 21 anos. Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE subiram em agosto, com destaque para o segmento de transportes. Puxado pelos combustíveis, esse ramo registrou a maior variação (1,46%) e o maior impacto (0,31 ponto percentual) no índice geral do mês.

No final de agosto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores que o governo irá "começar a trabalhar" no preço dos combustíveis.

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