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Congresso do Peru prepara 'golpe de Estado' para destituir Vizcarra, diz primeiro-ministro

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O presidente peruano, Martín Vizcarra, corre o risco de ser afastado do cargo após divulgação de áudio em que pede para assessoras mentirem em inquérito parlamentar
O presidente peruano, Martín Vizcarra, corre o risco de ser afastado do cargo após divulgação de áudio em que pede para assessoras mentirem em inquérito parlamentar

O Congresso do Peru prepara um "golpe de Estado" ao apresentar, nesta sexta-feira (11), uma moção para destituir o presidente Martín Vizcarra por suposta "incapacidade moral", afirmou o primeiro-ministro, Walter Martos.

"O que o Congresso está fazendo neste momento é dar um golpe de Estado, porque está fazendo uma interpretação arbitrária da Constituição", disse Martos, um general aposentado do Exército e número dois do governo, à rádio RPP.

"O apelo de (o presidente do legislativo Manuel) Merino às Forças Armadas é porque sabe que está quebrando a ordem constitucional", acrescentou Martos pouco antes de o Congresso começar a debater a moção de "vacância" presidencial.

Ao convocar a sessão parlamentar, que deve começar às 10h00 locais (12h00 em Brasília) desta sexta-feira, Merino disse na noite de ontem: "Que as Forças Armadas, que a cidadania, estejam seguros de que agiremos em estrito cumprimento da ordem constitucional".

Na quinta-feira, Vizcarra ficou contra a parede ao ser acusado, após a divulgação de alguns áudios, de pedir a seus assessores que mentissem em um inquérito parlamentar sobre a polêmica contratação de um cantor. Seis partidos anunciaram que vão pedir seu impeachment.

"Não vou renunciar, não vou correr", afirmou Vizcarra em um discurso ao país na televisão, na noite de quinta-feira. 

Esta nova e surpreendente crise política eclodiu no momento em que o Peru é um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19 no mundo, com mais de 710.000 casos e 30.344 mortos.

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