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Congresso perto de acordo para plano de ajuda ante deterioração do emprego nos EUA

Ariela NAVARRO
·4 minuto de leitura

O avanço sem controle da pandemia de covid-19 nos Estados Unidos e a deterioração do mercado de trabalho, com cerca de 885.000 novos pedidos semanais de seguro desemprego pressionam o Congresso a fechar um acordo para um novo plano de ajuda que salve a economia.

O acordo entre democratas e republicanos, estagnado há meses, é considerado vital para sustentar a economia e manter na linha de flutuação milhões de pessoas que podem ficar sem qualquer recurso no fim de dezembro.

Apesar do início, nesta semana, da campanha de vacinação no país, as cifras diárias de contágios mostram um avanço descontrolado do vírus, que ameaça com mais restrições às atividades em um período crucial para o comércio com as festas de fim de ano.

Neste contexto, o número de pessoas que pediram seguro desemprego pela primeira vez subiu esta semana a 885.000, uma cifra que indica que as demissões continuam diante do avanço da covid-19.

Esta é uma má notícia para os analistas, que esperavam uma queda de pedidos novos a 795.000.

Segundo dados oficiais, agora a média das últimas quatro semanas está em 812.500 novos pedidos de seguro desemprego, um aumento de 34.250 com relação aos dados revisados da semana anterior.

O líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, reiterou que é otimista sobre um acordo e assegurou que os legisladores permanecerão em Washington até que haja um acordo.

"Sinto-me estimulado pelas conversas e seu avanço. Acho que todas as partes estão trabalhando de boa fé para nosso compromisso compartilhado de obter um resultado", afirmou em um comunicado, no qual destacou que este plano inclui transferências monetárias diretas para os americanos.

Na noite de quarta-feira, a líder democrata na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, e o da minoria democrata no Senado, Chuck Schummer, falaram com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e acordaram continuar negociando nesta quinta.

Schumer informou que os legisladores estão se aproximando de um acordo, mas advertiu que, embora estejam superados vários dos assuntos mais difíceis, "há alguns temas finais que devem ser resolvidos".

O presidente eleito, o democrata Joe Biden, voltou a insistir em que sejam incluídas ajudas imediatas para os desempregados e para as empresas.

O presidente em fim de mandato, o republicano Donald Trump - que pediu ação ao Congresso - tuitou que os diálogos estão em um bom caminho.

A proposta em análise, um plano bipartidário de cerca de 900 bilhões de dólares, trouxe esperança aos mercados, que fecharam com novos recordes nesta quinta.

Sem um acordo, depois do Natal, milhões de desempregados vão perder ajudas extraordinárias que faziam parte de um plano aprovado desde abril de 2,7 trilhões de dólares.

- "Uma deterioração do mercado de trabalho" -

As cifras do emprego antecipam um inverno difícil para o mercado de trabalho, muito atingido pela covid-19, que provocou mais de 300.000 mortes nos Estados Unidos, mais do que em qualquer outro país do mundo.

"Os últimos dados indicam uma tendência a uma deterioração do mercado de trabalho", disse Rubeela Farooqi, economista-chefe para os Estados Unidos da consultoria HFE.

Farooqi informou que é provável que a crise sanitária se aprofunde depois das próximas festividades, o que vai produzir restrições mais amplas das atividades, o fechamento de negócios e mais perdas de empregos.

Na quarta-feira, o país registrou cifras recorde, com 3.700 mortos e 250.000 novas infecções nas últimas 24 horas.

Estas cifras preocupam na medida em que podem ser um indício de uma paralisação da economia americana, que após uma forte contração no segundo trimestre, registrou uma recuperação no terceiro. A taxa de desemprego de 6,7% continuava sendo o dobro da de antes da pandemia, mas os números melhoraram desde abril, quando o número de desempregados atingiu um máximo de 14,8%.

Na quarta, os dados das vendas varejistas mostraram uma queda preocupante de 1,1% em novembro, um mês tradicionalmente bom para o setor, o que gera temores sobre o comportamento deste motor da economia americana.

"Embora a esperança esteja no horizonte com a chegada da vacina, agora mesmo o mercado de trabalho continua sob forte pressão, à medida que aumentam os casos e são adotadas restrições às atividades", informou a consultoria Oxford Economics.

an/mr/mvv