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Congresso dos EUA aprova plano de resgate econômico de Biden de US$ 1,9 trilhão

Ariela NAVARRO
·3 minuto de leitura
Agente da Guarda Nacional patrulha em frente ao Capitólio em Washington

A Câmara de Representantes dos EUA aprovou, nesta quarta-feira (10), o gigantesco plano de estímulo de 1,9 trilhão de dólares impulsionado por Joe Biden, uma importante vitória para o presidente no início de seu mandato, que dá um alívio para as empresas e famílias.

Biden comemorou a aprovação do plano, afirmando que ele dará aos trabalhadores americanos a "chance de lutar".

"Esta lei trata de dar à espinha dorsal desta nação - os trabalhadores essenciais, o povo trabalhador que construiu este país, as pessoas que mantêm o país funcionando - uma chance de lutar", reagiu, em nota, o presidente, que deverá sancionar a lei na sexta-feira.

O plano, que inclui o pagamento de 1.400 dólares em ajudas diretas através de cheques para as famílias com renda menor e a extensão da duração do seguro-desemprego, foi aprovado sem nenhum voto republicano na Câmara baixa, onde os democratas têm maioria.

Um ano depois do surgimento da pandemia, que provocou uma grave crise econômica que deixou milhões de desempregados, o projeto também contempla fundos para a vacinação.

Em 2020, a economia americana sofreu um colapso espetacular com uma contração de 3,5% do PIB, uma crise sem precedentes desde 1946.

Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), o mercado de trabalho voltará ao seu nível anterior à pandemia apenas em 2024, se nenhuma medida de estímulo for aplicada.

De acordo com a Casa Branca, esta legislação "histórica" pode criar até 7 milhões de novos empregos este ano e vai ajudar a salvar vidas e também a reduzir a pobreza infantil.

A Casa Branca afirmou que espera que a legislação seja enviada ao presidente na quinta-feira e sua promulgação ocorra na sexta.

"Este é um momento crítico na história de nosso país", disse a presidente democrata da Câmara, Nancy Pelosi, antes da votação. "A ajuda está a caminho", acrescentou ela enquanto a Câmara começava a votar.

- "Agenda partidária"-

Os republicanos se opõem a este programa de alívio devido ao seu custo alto que, segundo eles, aumentará o déficit fiscal e a dívida para as futuras gerações, mas estão em minoria na Câmara Baixa.

O líder da minoria republicana da Câmara, Kevin McCarthy, afirmou nesta quarta-feira que o plano de alívio econômico de Biden é uma "lista" de prioridades de esquerda que antecedem a pandemia.

"Isso não é uma lei de resgate, não é uma lei de alívio", afirmou o chefe da bancada republicana diante da votação iminente. "Esta é uma longa lista de prioridades de esquerda que antecede a pandemia e que não satisfaz as necessidades das famílias americanas", acrescentou.

Para seu correligionário Tom McClintock, esta é a lei mais de "esquerda" já votada pelo Congresso dos Estados Unidos.

Além de injetar dinheiro na economia e incentivar o consumo - que é o motor do PIB americano -, esta lei tem um caráter social marcante, que inclui auxílios para melhorar o acesso às creches para os mais pobres e fundos de auxílio-moradia para salvar os inquilinos dos despejos.

Com medidas como a extensão do seguro-desemprego até setembro para muitos trabalhadores que iriam perder seus benefícios este mês, o senador progressista Bernie Sanders celebrou esta iniciativa como "a lei mais importante votada pelo Congresso em várias décadas para ajudar os trabalhadores".

"Finalmente, nosso governo responde ao sofrimento da classe trabalhadora", afirmou Sanders, um independente que vota alinhado com os democratas.

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