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Congresso dos EUA e gigantes da internet se enfrentam pela desinformação

Glenn CHAPMAN
·3 minuto de leitura
Sundar Pichai, da Google, Mark Zuckerberg, do Facebook, e Jack Dorsey, do Twitter, vão depor no Congresso

Mais de dois meses depois do violento ataque ao Capitólio, sede do Legislativo nos Estados Unidos, os congressistas iniciaram uma audiência com os chefes das plataformas e redes sociais sobre como estão reprimindo a desinformação e os conteúdos nocivos que levam à violência e outros efeitos prejudiciais.

A audiência, que acontece de forma remota, é a quarta para Mark Zuckerberg, do Facebook, e Jack Dorsey, do Twitter, desde o mês de julho passado, e a terceira para Sundar Pichai, da Google. Outra evidência de como o vasto poder econômico e político das empresas as colocou na mira tanto dos democratas quanto dos republicanos.

Os líderes do Facebook, Google e Twitter tentaram dissipar as críticas antes da audiência na Câmara dos Representantes, a mais recente de uma série que revela a preocupação com a moderação dos conteúdos sobre as eleições, a covid-19 e o ataque em 6 de janeiro ao Capitólio.

"Sejam as falsidades sobre a vacina contra a covid-19 ou as alegações desacreditadas sobre a fraude eleitoral, essas plataformas online permitiram a difusão da desinformação, intensificando as crises nacionais com consequências nefastas na vida real para a saúde e a segurança públicas", disseram em nota os chefes das duas subcomissões do Congresso que realizam a audiência.

Os presidentes executivos das empresas de tecnologia afirmaram estar fazendo todo o possível para evitar os conteúdos prejudiciais.

"Todos os dias o Twitter lida com considerações complexas sobre como abordar o extremismo e a desinformação", disse Dorsey em seu depoimento por escrito publicado com antecedência pelo Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes.

"Nossos esforços para combater a desinformação, no entanto, devem estar vinculados com ganhar a confiança. Sem confiança, sabemos que o público continuará questionando nossas ações".

Pichai disse que a Google se dedica a fornecer "conteúdo confiável e oportunidades de livre expressão através das nossas plataformas, enquanto limita o alcance da desinformação prejudicial".

Zuckerberg, por sua vez, apontou que o Facebook intensificou seus esforços para "manter o ódio e a violência fora" da plataforma e ofereceu uma proposta para abordar as preocupações sobre a responsabilidade das redes, sugerindo que cada uma tenha sistemas para eliminar o conteúdo ilegal.

Ele acrescentou que "as pessoas de todas as tendências políticas querem ver que as empresas estão assumindo a responsabilidade de combater o conteúdo e a atividade ilegal em suas plataformas".

O CEO do Facebook sugeriu que o Congresso condicione a responsabilidade dos conteúdos que infringem a lei à capacidade das empresas de cumprir as normas estabelecidas para combater esses abusos.

- Amplificar os algoritmos -

A recente reação contra os gigantes da tecnologia, que dominam setores econômicos chave, se intensificou à medida que sua influência cresceu durante a pandemia de coronavírus.

Ao mesmo tempo em que essas empresas de tecnologia se tornam uma parte mais importante da vida das pessoas, elas enfrentam uma tempestade sobre desinformação, privacidade, responsabilidade e defesa da concorrência.

Enquanto isso, o governo de Joe Biden está montando uma equipe com funcionários reguladores, mas as perspectivas de qualquer movimento imediato em Washington não estão claras.

Um comunicado da Comissão de Energia e Comércio afirma que as grandes plataformas "maximizam seu alcance - e os dólares dos anúncios - usando algoritmos ou outras tecnologias para promover conteúdos (...) e frequentemente elevam ou amplificam a desinformação e o conteúdo extremista".

Alguns grupos de ativistas culpam as plataformas pelo ataque de 6 de janeiro contra o Capitólio, alegando que não conseguiram eliminar os conteúdos que levam à violência.

Altos cargos das forças de ordem dos 12 estados pediram na quarta-feira ao Facebook e Twitter que tomassem medidas mais rígidas para conter a divulgação de desinformações sobre a vacina contra a covid-19 por parte de opositores da mesma.

"O Facebook e o Twitter devem tomar medidas imediatas para proteger os nova-iorquinos e limitar qualquer outra perda de vida como resultado da difusão de informações falsas", disse a procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James.

gc/bfm/leg/rsr/mps/yow/aa/mvv