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Congresso dos EUA avalia que Boeing 737 MAX é essencialmente falho

(Arquivo) Trabalhadores são retratados ao lado de um avião Boeing 737 MAX 9 na pista da Boeing Renton Factory em Renton, Washington

A Boeing cometeu erros e escondeu informações sobre o 737 MAX, enquanto os organismos reguladores não conseguiram fazer uma supervisão adequada, levando a uma aeronave "essencialmente falha", afirmou um comitê do Congresso dos Estados Unidos nesta sexta-feira (6).

O relatório preliminar do Comitê de Transporte da Câmara critica a gestão da Boeing e da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) e pede mudanças.

"O fato de diversos erros técnicos de design e erros de certificação foram considerados 'compatíveis' pela FAA indica a necessidade crítica de reformas legislativas e regulatórias", afirma o documento, classificando esta aeronave como "essencialmente falha e insegura".

O presidente do comitê, o democrata Peter DeFazio, planeja criar uma legislação para lidar com essas falhas nas próximas semanas, de acordo com uma nota.

Revelado dias antes de o acidente com o MAX da Ethiopian Airlines completar um ano, este relatório cita uma lista de falhas, inclusive a gestão da Boeing, afastando as preocupações dos engenheiros e funcionários da FAA, ignorando os avisos de seus próprios especialistas.

A investigação do Congresso teve como objetivo "entender melhor como o sistema falhou tão horrivelmente", disse o presidente da comissão, em comunicado.

O comitê pretende continuar sua investigação "para colocar em foco os múltiplos fatores que permitiram a entrada em serviço de um avião que não deveria, levando à morte trágica e evitável de 346 pessoas".

A aeronave principal da fabricante americano está em terra desde 13 de março de 2019, após dois acidentes que mataram 346 pessoas.

O sistema antibloqueio do MCAS foi questionado e a Boeing está atualmente trabalhando em uma solução.

"Tanto a Boeing quanto a FAA apostaram com a segurança do público após o acidente da Lion Air", afirmou o relatório.

A FAA disse em comunicado que seus procedimentos de certificação levaram a uma segurança aérea sem precedentes nos Estados Unidos, mas disse que era uma instituição "que aprende e está aberta a uma avaliação completa".