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Congresso dos EUA aprova fundos para extensão da ISS até 2030

O congresso dos EUA aprovou nesta quinta-feira (28) um conjunto de medidas que irá garantir o funcionamento da Estação Espacial Internacional (ISS) até 2030. Batizado de "CHIPS Act", o pacote foi criado para incentivar a produção de semicondutores (como chips de computador) nos EUA, mas também contém uma autorização para a liberação de recursos para a NASA.

Já aprovado na Câmara de Deputados e no Senado dos EUA, o CHIPS Act ainda precisa da assinatura do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para que entre em vigor. Ainda assim, já é comemorado por Bill Nelson, administrador da NASA.

"Estou incrivelmente satisfeito que o Congresso aprovou a Lei de Autorização da NASA de 2022 – a primeira autorização para nossa agência em cinco anos. Isto demonstra o contínuo apoio bipartidário às muitas missões da NASA, incluindo a nossa abordagem 'da Lua à Marte', bem como a extensão da participação dos EUA na Estação Espacial Internacional até 2030", disse.

"Com forte apoio da Administração Biden-Harris, bem como esta autorização, a NASA continuará avançando nas descobertas científicas, viabilizando a aviação sustentável, abordando as mudanças climáticas e muito mais", completou Nelson.

Estação Espacial Internacional, fotografada pela tripulação da Crew-2 durante seu retorno à Terra. (Imagem>
Estação Espacial Internacional, fotografada pela tripulação da Crew-2 durante seu retorno à Terra. (Imagem>

Vale lembrar que a NASA é apenas uma das participantes do consórcio de países que opera a ISS, e que a cooperação de todos eles é necessária para que a estação continue em funcionamento. E que a participação de outro parceiro fundamental, a agência espacial russa (Roscosmos) está sujeita à política internacional, especialmente após as inúmeras sanções impostas à Rússia como consequência da invasão da Ucrânia.

Nesta semana, o país chamou a atenção após o diretor da Roscosmos, Yuri Borisov, declarar à Vladimir Putin que os planos da agência para deixar a ISS após 2024 estavam completos. Tudo isso sem avisar o outro lado da parceria, os norte-americanos.

Depois, o diretor de voo da ISS na Roscosmos, Vladimir Solovyov, disse que "não é bem assim": "nós, obviamente, precisamos continuar operando na ISS até criarmos uma estrutura mais ou menos tangível para a ROSS. Precisamos levar em conta que se pararmos os voos tripulados por vários anos, teremos dificuldade em restaurar o que já conseguimos".

A ideia é que a estação espacial ROSS entre em operação em 2028. Mas considerando que atrasos em qualquer programa espacial são comuns, é bem provável que a Rússia continue operando na ISS até o fim da estação.

Fonte: Canaltech

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