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Conflitos armados ameaçam a sobrevivência de mais de 200 espécies

Rafael Rigues
·2 minuto de leitura
Conflitos armados ameaçam a sobrevivência de mais de 200 espécies
Conflitos armados ameaçam a sobrevivência de mais de 200 espécies

Um relatório publicado pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), entidade que tem 1.400 membros entre estados, ONGs e instituições científicas, aponta que conflitos armados estão colocando em risco 219 espécies de animais ameaçados de extinção. Entre eles, espécies icônicas como os Gorilas e Elefantes.

Segundo o relatório, o manejo sustentável de recursos naturais deveria ser visto como uma ferramenta para a manutenção da paz. “A degradação da natureza aumenta a probabilidade de conflito, e as guerras devastam não apenas vidas, mas também o ambiente natural”, disse o diretor-geral da UICN, Bruno Oberle, em um comunicado.

Analisando mais de 85.000 eventos de conflito armado nos últimos 30 anos, que foram responsáveis pela morte de mais de dois milhões de pessoas, o relatório determinou que eles eram mais propensos a explodir onde há terras agrícolas menos produtivas disponíveis e quando as secas são frequentes.

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“Essas descobertas sugerem que a conservação, restauração e gestão sustentável dos recursos naturais podem ajudar a reduzir as pressões que impulsionam o conflito, melhorando a condição e a produtividade da paisagem”, disse o economista-chefe da IUCN, Juha Siikamaki, no comunicado.

Entre as ameaças enfrentadas pelos animais devido à “guerra, distúrbios civis e exercícios militares”, estão a matança direta de animais selvagens, a degradação de ecossistemas e a interrupção de esforços de conservação.

Entre os exemplos citados está o Gorila do Oriente, encontrado na República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda. A principal ameaça a estes animais é a “matança direta, às vezes para prática de tiro ao alvo, às vezes como comida”.

Durante a guerra de 1994 em Ruanda, 90% dos grandes mamíferos no Parque Nacional Akagara foram mortos para uso como comida ou para comércio. Durante um período de 100 dias, de 500 a 600 mil pessoas da minoria Tutsi foram assassinadas por tropas do governo, forçando milhares de pessoas a fugir por áreas protegidas, matando animais como alimento e derrubando árvores no caminho.

Elefantes são uma das espécies ameaçadas por conflitos na África.
Elefantes são uma das espécies ameaçadas por conflitos na África. Imagem: Katrina Brown / Shutterstock

Um relatório do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime indica que em 2007 milicianos sudaneses foram responsáveis pela morte de cerca de 2.000 elefantes na República Centro Africana. Além disso, a Guerra do Vietnã “certamente acelerou a extinção” do Rinoceronte de Java, já que tropas dos Viet Cong os matavam para complementar sua dieta.

“Não há dúvidas de que os conflitos aumentaram o risco de extinção das espécies”, disse Brooks.

O relatório listou recomendações de políticas para mitigar e prevenir conflitos armados, incluindo o estabelecimento de salvaguardas para funcionários em áreas protegidas, defensores ambientais e outros conservacionistas. Ele também pediu “sanções contra aqueles que cometem crimes de guerra ambientais”.

Fonte: Phys.org