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Conflito entre social e fiscal do governo eleito revela incapacidade técnica, diz Guedes

Ministro da Economia, Paulo Guedes

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - Em sua primeira declaração pública desde a derrota do presidente Jair Bolsonaro nas eleições, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu nesta sexta-feira que o debate sobre um conflito entre necessidades sociais e estabilidade fiscal no governo eleito revela incapacidade técnica de resolver problemas.

Guedes afirmou, em evento da Secretaria de Política Econômica da pasta, que o atual governo ampliou os repasses sociais sem prejudicar as contas públicas. Ele fez reclamações sobre suposta falta de reconhecimento das ações implementadas pela gestão Jair Bolsonaro.

“Nós disparamos o maior programa social que já houve, com responsabilidade fiscal. Então que historinha é essa de conflito de social com fiscal? Isso revela ignorância e desconhecimento, incapacidade técnica de resolver problemas”, disse.

Em referência à PEC de Transição apresentada pelo governo eleito, Guedes afirmou que será criado um custo de 200 bilhões de reais sem fonte de financiamento e, segundo ele, "ano que vem os problemas já chegaram de novo".

"Não adianta tentar mergulhar no passado, a confusão que é um estouro de uma PEC três quatro vezes maior do que é (necessário), fora do teto, sem fonte de financiamento para fazer obras. Eu já ouvi essa história antes, sei onde vai parar", afirmou

Na avaliação do ministro, o atual governo está trilhando o caminho da prosperidade e “qualquer recuo em qualquer dimensão será um erro”.

Ao mencionar que o atual governo é alvo de mentiras, Guedes disse que a prática é válida “para ganhar eleição, mas para com essa conversa, já ganhou, cala a boca, vai trabalhar, vai construir um negócio melhor".

"Se fizer menos barulho e trabalhar um pouquinho mais com a cabeça e menos com a mentira, talvez possa ser um bom governo", disse.

Citando o presidente Jair Bolsonaro, Guedes ainda pediu que quem trabalhou pelo Brasil seja respeitado, sugerindo que pessoas tentam atingir o mandatário.

"O presidente Lula foi presidente, foi preso. O Michel Temer foi presidente, foi preso. O presidente Bolsonaro... que diabo de país é esse? Ou ganha a eleição ou vai preso? Que história é essa?", disse.

O ministro disse ainda que, apesar da derrota do presidente nas urnas, a centro direita se fortaleceu no país. Para ele, Bolsonaro possivelmente vai liderar uma bancada de "oposição construtiva" ao novo governo "para preservar nossas liberdades".

(Por Bernardo Caram)