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Confira as vacinas anticovid já autorizadas ou em desenvolvimento no mundo

Paul RICARD y Jean-Philippe CHOGNOT
·4 minuto de leitura
Enfermeira prepara dose da vacina contra a covid-19 Sputnik V em clínica de Moscou

Autorizadas, quase lá, ou em desenvolvimento, confira o panorama das vacinas contra a covid-19 no mundo, depois que as autoridades europeias deram sinal verde para o imunizante da Johnson & Johnson.

- Já estão no mercado -

Pfizer/BioNTech: autorizada em União Europeia, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e em vários outros países. Desenvolvida pela gigante americana Pfizer e o laboratório alemão BioNTech, se baseia na tecnologia de RNA mensageiro e apresenta taxa muito elevada de eficácia (95% nos testes). É vendida com o nome comercial Comirnaty.

Um estudo realizado em Israel e publicado nesta quinta-feira por seus fabricantes demonstrou que na vida real sua eficácia é, inclusive, de 97% nos casos sintomáticos e nos mais graves.

Moderna: outra vacina de RNA mensageiro, tem características muito similares às da anterior, com 94,1% de eficácia. Esta vacina americana está autorizada para uso na UE, nos Estados Unidos, no Reino Unido (onde ainda não está disponível) e em alguns outros países, como Israel e Singapura.

AstraZeneca/Oxford: projetada pela universidade inglesa de Oxford e pelo laboratório anglo-sueco AstraZeneca, esta vacina utiliza uma tecnologia diferente, denominada de "vetor viral". É permitida na UE, no Reino Unido e em alguns países como Índia, Argentina e Coreia do Sul. No Brasil o imunizante é autorizado para uso emergencial.

É 60% eficaz, segundo a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), e também é mais barata e mais fácil de conservar do que as anteriores. No entanto, tem sido alvo de polêmicas, que alimentam a desconfiança.

Nesta quinta-feira, Dinamarca, Noruega e Islândia suspenderam seu uso para investigar um possível vínculo com casos de trombose. A EMA destacou, no entanto, que pode continuar sendo usada, já que por enquanto os benefícios superam os riscos.

Johnson & Johnson: esta vacina americana tornou-se nesta quinta-feira a quarta aprovada na UE. Fabricada pela filial Janssen-Cilag, tem uma eficácia de 66% em geral e de 85% entre os casos graves, segundo o fabricante. Diferentemente das demais, requer apenas uma e não duas doses. Já foi autorizada em Estados Unidos, Canadá e África do Sul, o primeiro país a administrá-la.

Sputnik V: desenvolvida pela Rússia, esta vacina de vetor viral é eficaz em 91,6%. Além da Rússia, está homologada em 48 países (Venezuela, Irã, Coreia do Sul, Argentina e Argélia, entre outros). A EMA examina atualmente uma possível autorização.

Sinopharm: as duas vacinas desta farmacêutica chinesa usam a técnica clássica do vírus inativado. Estão presentes na China e nos Emirados Árabes Unidos, Hungria e Peru, entre outros. Segundo seus fabricantes, têm eficácia de 79%, mas os dados nos quais se baseiam não foram publicados.

Sinovac: outra vacina chinesa baseada na técnica do vírus inativado. Está autorizada por exemplo em Brasil (autorizada para uso emergencial), Chile, China e Turquia. Segundo a Sinovac, os testes em larga escala no Brasil demonstraram uma taxa de eficácia global de cerca de 50% (80% contra casos leves e 100% em casos moderados e graves).

Bharat Biotech: vacina do vírus inativado, fabricada e autorizada na Índia.

CanSino: esta vacina de vetor viral chinesa foi autorizada neste país e no México.

- Estão a caminho -

Novavax: A EMA examina esta vacina americana baseada em proteínas que desencadeiam uma resposta imunológica, sem vírus. Seus desenvolvedores afirmam que é eficaz em 89,3%.

CureVac: esta vacina alemã de RNA mensageiro está sendo analisada pela EMA.

- As próximas -

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 81 vacinas contra a covid-19 são objeto de testes clínicos em seres humanos, contando as que já foram autorizadas e as que estão em processo. Além disso, 182 vacinas estão em fase de desenvolvimento pré-clínico e ainda não foram testadas em seres humanos.

- E contra as variantes? -

Segundo vários estudos in vitro, a variante britânica do coronavírus não reduz significativamente a eficácia das vacinas. Ao contrário, vários estudos indicam que a variante sul-africana sim a reduz, devido, sobretudo, à mutação E484K, comum à variante brasileira.

No entanto, isto não significa que as vacinas não sejam em absoluto eficazes contra estas variantes.

As fabricantes de vacinas trabalham em novas versões adaptadas às avariantes. A Moderna anunciou na quarta-feira ter começado a injetar vacinas de nova geração nos primeiros pacientes, no âmbito de um ensaio clínico destinado a avaliar sua eficácia contra a cepa sul-africana.

pr-jah/mab-app/mb/mvv