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Confira trechos da entrevista de Florentino Pérez, presidente do Real Madrid e da Superliga Europeia

LANCE!
·6 minuto de leitura


Nesta segunda-feira, Florentino Pérez, presidente do Real Madrid e da Superliga Europeia, discutiu a criação da competição no programa espanhol 'El Chiringuito'. O dirigente deu fortes declarações e explicou os motivos do torneio.

Veja o mata-mata da Champions League

A 'defesa' de Florentino Pérez para a criação da Superliga Europeia tem, como base, dois pontos importantes: a falta de interesse do público, principalmente os jovens, e as perdas financeiras dos clubes sendo agravadas por conta da pandemia, além da crítica à UEFA.

FALTA DE INTERESSE
- Se os jovens acham os jogos de futebol muito longos, pode ser porque não são suficientemente interessantes, ou talvez tenhamos de encurtar os jogos de futebol - disse Florentino Pérez.

Segundo o presidente do Real Madrid, os jovens estão perdendo o interesse pelo futebol, e criticou também as partidas de 'menor interesse' durante a fase de grupos da Champions League.

- O futebol precisa de mudar para ser mais atraente globalmente. Em vez de entrar na Liga dos Campeões porque perdeu o interesse como em 1950, a mudança chega e mesmo na época em que a FIFA e a UEFA eram contra. Mas foi assim que o futebol mudou - afirmou.

PERDAS FINANCEIRAS
Para Florentino Pérez, o desgaste financeiro nos cofres dos clubes europeus por conta da pandemia de Covid-19 é um dos pilares para a criação da Superliga Europeia.

- Quando não temos mais fontes de rendimentos além da televisão, a forma de rentabilizar é fazer jogos mais interessantes. Foi assim que começamos a trabalhar. Chegamos à conclusão que ao criarmos uma Superliga durante a semana, ao invés da Liga dos Campeões, seríamos capazes de diminuir a perda de rendimentos - falou Florentino.

- Ninguém montou nada. Os clubes importantes de Inglaterra, Itália e Espanha têm que encontrar uma solução para uma situação muito má que estão a passar. A ECA (Associação Europeia de Clubes) diz que foram perdidos cinco bilhões. O Real tinha um orçamento de 800 e acabamos com 700. E este ano em vez de 900, vamos ver se vão entrar 600. São perdas de 400 milhões só no Real - disse.

O dirigente ainda discute uma necessidade de evolução no futebol, principalmente por parte da UEFA.

- Entrei no futebol em 2000 e é preciso evoluir, como pessoas, empresas, redes sociais. O futebol tem de se adaptar aos tempos em que vivemos. O futebol foi perdendo interesse. A pandemia acelerou o processo porque estamos todos arruinados. A Champions perdeu o interesse. Fizemos isso (Superliga) para salvar o futebol - afirmou.

- O que gera mais dinheiro? Um Real Madrid-Manchester United e um Barcelona-Milan ou um jogo contra uma equipa modesta da Champions? - questionou.

NOVO FORMATO DA CHAMPIONS
- O novo formato da Champions League para 2024 é algo absurdo. Não tenho nenhum interesse pessoal em fazer isso. Não sou o dono do Real, mas apenas o presidente, porque o Real é propriedade dos sócios. Eu só quero salvar o futebol - disse Pérez.

AMEAÇAS DE UEFA, FIFA E LIGAS NACIONAIS
​O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, havia ameaçado os jogadores das equipes que participariam de uma eventual Superliga Europeia.

- Os jogadores que jogarem a Superliga serão sancionados sem Copa do Mundo e Eurocopa - havia dito Ceferin.

Em resposta, Florentino Pérez garantiu que não há com o que os jogadores se preocuparem.

- Os futebolistas podem ficar tranquilos. Eles não serão sancionados sem Seleção. A UEFA não tem que ameaçar, mas tem que conversar - disse o presidente da Superliga.

Em relação à uma possível expulsão de Real Madrid, Manchester City e Chelsea da atual edição da Champions League, Florentino Pérez também tratou de acalmar os ânimos.

- O Real Madrid não será expulso da Champions. Nem o Madrid, nem o City, nem ninguém - disse o dirigente, que comparou a criação da Superliga com a fundação da Copa dos Campeões nos anos 50.

Além disso, Pérez também falou sobre como a relação da Superliga com os campeonatos nacionais.

- A Superliga não é fechada. Qualquer um pode entrar. As Ligas (nacionais) seguirão como agora, e podem conviver perfeitamente com a Superliga. As Ligas são os pilares de todas as competições. É uma mentira falar que vamos acabar com elas - falou Florentino Pérez.

FALTA DE TRANSPARÊNCIA
Durante grande parte da entrevista de Florentino Pérez ao programa espanhol, a crítica do dirigente foi direta à UEFA. O presidente da Superliga falou sobre o salário do presidente da entidade e também criticou a sua falta de transparência.

- Por que os salários da UEFA e da La Liga não são públicos? Por que os salários não foram reduzidos como todos durante a pandemia? Precisamos de mais transparência. Sabemos o salário de LeBron James, mas não sabemos o salário do presidente da UEFA - disse.

DATA DE INÍCIO
Segundo Florentino Pérez, a Superliga Europeia já pode ter data marcada para o seu início.

​- Anunciamos agora para podermos começar na temporada que vem - afirmou o dirigente.

Ainda assim, o dirigente aguarda um acordo com a UEFA, e garantiu que pode esperar ainda um ano para negociações com a entidade máxima do futebol europeu.

ENTENDA A SUPERLIGA
Até o momento, os participantes da nova Liga são Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, pelo Big Six inglês. Na Espanha, Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid fazem parte da cúpula. Pela Itália, Inter de Milão, Juventus e Milan concluem o grupo. Outros três clubes são aguardados para dar início ao torneio.

O molde do torneio giraria em torno de 20 clubes, dentre os quais 15 são os fundadores. As partidas ocorreriam nos meios de semana e as equipes seguiriam participando de seus campeonatos nacionais, conforme o calendário tradicional. Em um modelo parecido com o da NBA, os grupos seriam divididos em dois, cada um com 10 integrantes, dentre os quais três avançariam diretamente às quartas de final.

Os clubes que terminarem a primeira fase em quarto e quinto de seus grupos, disputarão entre si, em dois jogos, quem assume as vagas restantes. Assim como na Liga dos Campeões, os confrontos pela fase inicial e playoffs seriam de ida e volta. A final, todavia, será disputada em jogo único e local neutro.

Segundo o comunicado emitido pela organização da Superliga, a ideia central é elevar o patamar do futebol europeu.

- Proporcionará um crescimento econômico significantemente maior e apoio ao futebol europeu por meio de um compromisso de longo prazo com pagamentos de solidariedade ilimitados que crescerão de acordo com as receitas da Superliga - afirmou o comunicado da Superliga

- Estes pagamentos de solidariedade serão substancialmente mais elevados do que os gerados pela atual competição europeia e deverão ser superiores a € 10 bilhões durante o período de compromisso inicial dos clubes - concluiu.

Ainda sobre pagamentos, a Superliga prometeu uma base financeira por volta de € 3,5 bilhões para os clubes fundadores compensarem os prejuízos pela pandemia da Covid-19 e melhorarem suas infraestruturas. Caso o valor se confirme, seria superior aos pagos pela Uefa em todas suas competições (Liga dos Campeões, Liga Europa e Supercopa Europeia).

Já Andrea Agnelli, vice-presidente da organização, e presidente da Juventus, afirmou que a Superliga aumentaria a solidariedade entre os clubes, e tornaria o esporte mais atraente para os fãs.

- Nossos 12 clubes fundadores representam bilhões de fãs em todo o mundo e 99 troféus europeus. Nós nos reunimos nesse momento crítico permitindo que a competição europeia se transformasse, colocando o jogo que amamos numa base sustentável para o futuro a longo prazo, aumentando substancialmente a solidariedade e dando aos torcedores e jogadores amadores um fluxo regular de jogos de destaque que irão alimentar a sua paixão pelo jogo e, ao mesmo tempo, fornecer a eles um modelo atraente - disse o italiano.