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Confira 5 ações que mais desvalorizaram no mês de fevereiro

Poliana Santos
Confira 5 ações que mais desvalorizaram no mês de fevereiro

As ações cotadas nas Bolsas de Valores registram perdas e ganhos diários que dependem de vários fatores. Esse andamento representa uma desvalorização ou valorização do valor total de uma empresa. Diversos fatores como: a economia do País, cenário externo e crise na empresa influenciam as variações dos papéis.

Para avaliar o desempenho médio da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) é utilizado o índice Ibovespa que mede o andamento das ações mais líquidas. A metodologia do indicador é definida pela própria B3 através de uma carteira teórica de ações, cuja composição é modificada periodicamente.

A escolha dos ativos que farão parte deste índice é baseada em dois fatores:

  • liquidez
  • volume das ações

Para entender melhor o que ocorreu no Ibovespa no segundo mês do ano de 2020, o SUNO Notícias inicia uma série sobre as ações que mais se valorizaram, desvalorizaram e as que mais pagaram dividendos.

O especialista de renda variável da SUNO Research, João Arthur, apontou cinco empresas do Ibovespa que mais se desvalorizaram no mês de outubro.

1° IRB Brasil

No dia 3 de fevereiro, as ações da IRB Brasil (IRBR3) encerraram sendo cotadas a R$ 40,77. Entretanto, no dia 26 de fevereiro os papéis encerraram sendo negociados a R$ 32,00. Desse modo, durante o segundo mês do ano de 2020, as ações da resseguradora registraram uma desvalorização de -28,62%.

Saiba Mais: IRB Brasil registra lucro líquido de R$ 1,7 bilhão em 2019

O lucro líquido da IRB Brasil no ano de 2019 registrou uma expansão de 44,7%, em relação a 2018, passando de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,7 bilhão em 2019. Por sua vez, no quarto trimestre o lucro foi de R$ 632,1 milhões.

2° CVC Brasil

No dia 3 de fevereiro, as ações ordinárias da CVC (CVCB3) encerraram sendo cotadas a R$ 36,66 . Entretanto, no dia 27 de fevereiro os papéis encerram sendo negociados a R$ 26,21. Desse modo, durante o segundo mês do ano de 2020, as ações da empresa de viagens registraram uma desvalorização de -24,99%.

A CVC ainda não divulgou seus resultados do quarto trimestre e do ano de 2019.

A CVC Brasil registrou lucro líquido de R$ 79,5 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma queda de 3,6% sobre os R$ 82,5 milhões apurados no mesmo trimestre de 2018.

3° Ultrapar

No dia 3 de fevereiro, as ações da Ultrapar (UGPA3) encerradas sendo cotadas a R$ 25,36. Entretanto, no dia 26 de fevereiro os papéis encerraram sendo negociados a R$ 16,15. Desse modo, durante o segundo mês do ano de 2020, as ações da resseguradora registraram uma desvalorização de -21,65%.

Saiba Mais: Ultrapar apresenta prejuízo de R$ 268 milhões no 4T19

A Ultrapar registrou prejuízo de R$ 268 milhões no quarto trimestre de 2019. Um dos fatores que mais pesaram no resultado da empresa foi a baixa contábil de R$ 593 milhões relacionada ao valor recuperável de ativos da Extrafarma. Excluindo efeitos não recorrentes, entretanto, a empresa obteve lucro de R$ 141 milhões no quarto trimestre de 2019.

4° Azul

No dia 3 de fevereiro, as ações da Azul (AZUL4) encerradas sendo cotadas a R$ 60,13. Entretanto, no dia 26 de fevereiro os papéis encerraram sendo negociados a R$ 45,13. Desse modo, durante o segundo mês do ano de 2020, as ações da resseguradora registraram uma desvalorização de -18,58%.

A companhia aérea ainda não divulgou os dados do ano de 2019 e do quarto trimestre.

Saiba Mais: Azul registra prejuízo líquido de R$ 438 milhões no 3T19

A Azul registrou prejuízo líquido de R$438 milhões no terceiro trimestre de 2019. Em comparação com o mesmo período no ano anterior a companhia aérea havia registrado um prejuízo de R$ 47,8 milhões.

5° Gerdau

No dia 3 de fevereiro, as ações da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) encerradas sendo cotadas a R$ 9,89. Entretanto, no dia 26 de fevereiro os papéis encerram sendo negociados a R$ 7,87. Desse modo, durante o segundo mês do ano de 2020, as ações da resseguradora registraram uma desvalorização de -16,05%.

A Metalúrgica Gerdau registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão em 2019, uma queda de 46,6% em comparação com o ano anterior. No quarto trimestre foi apresentado uma queda de 74% no lucro líquido, em comparação de mesmo período no ano de 2018. O lucro foi de R$ 102 milhões, os analistas esperavam R$ 362 milhões.

Investir em ações

Antes de qualquer investimento em ações é importante ressaltar que quitar as dívidas deve sempre ser a prioridade. Os analistas da SUNO Research sempre salientam que é necessário antes poupar dinheiro para depois investir, e nunca se endividar para investir ou investir endividado.