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Confiante no desfile em fevereiro, Liga anuncia venda dos camarotes da Sapucaí, mas não descarta ter público reduzido

·6 minuto de leitura

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) trabalha com a possibilidade de ter o carnaval em fevereiro, da forma como vinha realizando até a pandemia, tanto que para isso já anunciou o início da venda dos camarotes da Sapucaí. Mas o surgimento de novas variantes do novo coronavírus preocupa os dirigentes, que não descartam ter de fazer um desfile com público reduzido, se houver necessidade. Nesse caso, para viabilizar financeiramente o espetáculo, o mínimo necessário seria de 70% de lotação do Sambódromo, onde cabem 75 mil pessoas por dia.

Porém, animada com o avanço no calendário da vacinação no Rio, a Liga anunciou para o próximo dia 12, a abertura da pré-reserva de todos os camarotes, com a divulgação da lista de contemplados com a compra no dia 18. A expectativa é de que frisas e arquibancadas sejam oferecidas a partir de setembro.

— A gente faz carnaval. A questão de saúde respeita e acata o que o poder público, os cientistas e os médicos determinarem. Vamos acatar cem por cento o que for determinado sobre o que pode ou não ser feito. A gente não tem a expertise de dizer e determinar o que é melhor nesse sentido. Mas, temos sim planejamento de como o carnaval deveria se enquadrar, caso a gente chegue em fevereiro numa situação ainda fora do comum. Mas temos protocolos de como esse carnaval seja minimamente viável. A gente já tem tudo isso organizado. Tem a possibilidade, por parte da Liga, de fazer (o desfile) com público reduzido — afirma Gabriel David, diretor de Marketing da Liesa, adiantando, no entanto, que este não é o Plano A.

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O dirigente acha que com menos de 70% do público fica inviável financeiramente para as escolas de samba organizar o espetáculo. No caso de haver necessidade de fazer um desfile nessas condições, as agremiações poderiam exigir o esquema vacinal completo, ou seja, com aplicação das duas doses do imunizante, para os seus componentes. Mas, tudo isso ainda vai depender de como se manterá o cenário da pandemia até lá. No momento, o sentimento é de confiança, não só pelo avanço da vacinação, mas também pela assinatura do contrato com a prefeitura que garante uso da Sapucaí até 2025 para realização dos próximos desfiles, ocorrida no começo desse mês, e a recente liberação pela Justiça da Cidade do Samba, que se encontrava interditada.

— O principal fator nisso tudo é o planejamento de vacinação na capital, que é total mérito da prefeitura. É claro que esse planejamento muda um pouquinho, mas tem conseguido manter níveis de vacinação que concretizam ainda a viabilização do carnaval em fevereiro e é isso que a gente está levando em consideração. Ainda tem aí uma folga grande no calendário que, mesmo no caso ele atrasar ou algo do tipo, ainda pode ter o carnaval em fevereiro, com a população totalmente vacinada — acredita o dirigente.

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Para dar início aos preparativos dos desfiles, as escolas estão também ainda na expectativa do repasse dos recursos por parte da prefeitura que, segundo Gabriel David, podem ser anunciado ainda esse mês. Os valores ainda não estão definidos. Ele disse que só espera essa definição para marcar uma reunião plenária com os dirigentes das agremiações, pela primeira vez na Cidade do Samba, para anunciar a novidade e também marcar simbolicamente a retomada dos barracões que estão praticamente da mesma forma como ficaram após o último desfile, realizado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. As alegorias começaram a ser desmontadas só agora, depois da liberação do espaço pela Justiça.

— A previsão é que isso (repasse de recursos da prefeitura) também aconteça no mês de agosto. Inicialmente a gente tinha conversado para o mês de julho, mas por motivos burocráticos a gente demorou um pouquinho mais para assinar nosso contrato (de uso do Sambódromo). Mas já está tudo alinhado com a prefeitura e a Riotur e acredito que ainda no mês de agosto esse primeiro repasse venha acontecer. Os valores ainda não estão cem por centro concretizados, mas a gente vai ter aí um anúncio da prefeitura, acredito que ainda esse mês.

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Tanto a assinatura antecipada do contrato para uso do Sambódromo, como aconteceu esse ano, como o repasse das verbas é considerado pela Liesa como fundamental para que as escolas possam planejar com mais tranquilidade os seus desfiles. Todas as agremiações já definiram seus enredos e várias delas já retomaram as escolhas dos sambas-enredo que vão levar para a avenida em 2022. O avanço da vacinação e o afrouxamento das medidas de restrição animou também algumas agremiações a voltar com eventos nas quadras, como as tradicionais feijoadas e até mesmo corte de samba, como faz a Beija-Flor, ainda que com público reduzido.

— Uma das pautas principais que a gente lidou com a prefeitura nesse último ano foi a importância da assinatura do contrato e dos repasses com antecedência, porque assim a gente consegue gerar um planejamento para as escolas. Um dos maiores problemas do carnaval nos últimos anos era que principalmente as verbas públicas chegavam muito próximas dos desfiles e isso aumentava os custos de produção. Comprar os materiais em cima da hora implica em custo maior, ao contrário de poder se planejar e fazer um estudo melhor de mercado. É isso que a gente está propondo para as escolas: apresentar um grande desfile com custos menores.

Venda dos camarotes:

Os interessados em obter os camarotes poderão fazer a reserva das 9h ao meio-dia do próximo dia 12, pelo site da Liga (liesa.com.br). Na quarta-feira seguinte, dia 18, será divulgada a lista dos contemplados, que terão de comparecer à central de vendas, na Rua da Alfândega, 25, lojas A, B e C, no Centro, entre os dias 20 e 23 para assinar os contratos de compra, com pagamento de 20% do valor do espaço. A expectativa é de que no começo de setembro sejam colocadas à venda as frisas e arquibancadas.

— O objetivo é esgotar essas vendas já no lançamento. A gente entende que a procura existe, então faz sentido. E, assim que concluir as vendas dos camarotes a gente vai abrir as vendas das frisas e das arquibancadas. Vão acontecer na mesma data, acredito que no início do mês de setembro — prevê Gabriel David.

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