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Confiança do setor de serviços cai ao menor nível desde outubro de 2019

Valor

Queda foi determinada pela piora das expectativas para os próximos meses O Índice de Confiança de Serviços (ICS) medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 1,7 ponto em fevereiro, para 94,4, o menor nível desde outubro de 2019. Em médias móveis trimestrais, o índice cedeu 0,3 ponto, interrompendo a tendência ascendente iniciada em julho do ano passado.

Elza Fiúza/Agência Brasil

A variação negativa do ICS foi observada em 6 dos 13 segmentos da pesquisa, e foi determinada pela piora das expectativas para os próximos meses.

O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 1,3 ponto, retornando ao nível de setembro de 2019 (90,2), enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) diminuiu 2,0 pontos, para 98,9, voltando a ficar abaixo dos 100 pontos.

Confiança da indústria sobe em fevereiro e retoma nível de março de 2018

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços subiu pelo segundo mês consecutivo, com avanço de 0,6 ponto percentual em fevereiro, para 82,9%, o maior nível desde junho de 2016.

Desconforto maior

Desde outubro do ano passado, em termos de médias móveis trimestrais, tanto o Indicador de Desconforto (composto pela média das parcelas padronizadas demanda insuficiente, taxa de juros e problemas financeiros como limitações à melhoria dos negócios) quanto o ISA-S mantiveram tendências de queda e alta, respectivamente.

No entanto, em 2020 o Indicador de Desconforto voltou a crescer, acumulando ganho de 2,0 pontos nos dois primeiros meses do ano, e o ISA-S registrou queda de 0,7 ponto. Mesmo com a taxa Selic no menor patamar histórico, 15,2% dos empresários do setor entrevistados ainda consideram a taxa de juros como uma limitação ao andamento dos negócios.

“Pelo segundo mês consecutivo houve perda de confiança no setor de serviços devolvendo quase todos os ganhos obtidos no final de 2019, fazendo com que o índice retorne ao patamar de setembro”, diz Rodolpho Tobler, economista da FGV, em comentário no relatório.

“O resultado vem sendo influenciado pela piora da percepção sobre a situação atual, mas o destaque esse mês foi a diminuição das expectativas, após três meses de alta. A combinação sugere um início de ano com ritmo lento e poucas perspectivas de recuperação mais forte nos próximos meses”, acrescenta.