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Confiança de serviços melhora em agosto para máxima em quase 8 anos, diz FGV

·2 minuto de leitura
Consumidores fazem compras em rua comercial de São Paulo em meio a disseminação da Covid-19

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O setor de serviços do Brasil registrou em agosto alta da confiança para o nível mais alto em quase oito anos, diante da melhora no volume de trabalho conforme a economia reabre.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou nesta segunda-feira que seu Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,3 ponto e chegou a 99,3 pontos, maior patamar desde setembro de 2013 (101,5 pontos). Foi a quinta alta mensal seguida, com o indicador consolidando-se acima do nível pré-pandemia.

"Ao contrário do que foi observado nos últimos meses, a alta foi mais influenciada pela melhora no volume de serviços no mês, enquanto as expectativas ficaram estáveis. Essa combinação sugere que a recuperação do setor vem avançando em paralelo às flexibilizações na pandemia", disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre.

Os dados da FGV mostram que o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, subiu 2,6 pontos, a 93,0 pontos, patamar mais alto desde junho de 2014.

No mês, o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, ganhou 0,1 ponto, a 105,7 pontos, mantendo-se no patamar mais alto desde novembro de 2012.

"Vale ressaltar que o cenário para os próximos meses ainda depende da recuperação da confiança do consumidor e carrega muita incerteza, especialmente associados aos riscos da variante Delta", completou Tobler.

A FGV ainda informou que o saldo do emprego previsto, que corresponde ao percentual das empresas que planejam aumentar seu quadro de funcionários nos próximos meses descontado do percentual de empresários que planejam reduzir, chegou em agosto a 10,4 pontos, maior resultado desde maio de 2014.

A atividade do setor de serviços do Brasil registrou ganhos em junho pelo terceiro mês seguido e bem acima do esperado, com alta de 1,7% sobre o mês anterior, encerrando o segundo trimestre 2,4% acima do patamar pré-pandemia e no maior nível em cinco anos, segundo dados do IBGE.

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