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Confiança empresarial em setembro é ‘otimismo moderado’, diz Aloísio Campelo

Alessandra Saraiva
·2 minutos de leitura

Para o superintendente de Estatísticas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), espaço para novas altas no indicador diminuiu Um cenário de “otimismo moderado” entre o empresariado em setembro levou à expansão de três pontos no Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getulio Vargas ante agosto, para 97,5 pontos. A análise partiu de Aloísio Campelo Júnior, Superintendente de Estatísticas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele comentou, no entanto, que o espaço para novas altas no indicador se reduziu. Há diferenças de entusiasmo entre os setores, pontuou ele, com indústria em patamar mais elevado de confiança, em comparação com comércio e serviços. Além disso, existem incertezas de como a economia brasileira vai reagir com fim de auxílios e programas emergenciais do governo lançados durante a pandemia. Na prática, para o especialista, as próximas decisões de política econômica, em especial na área tributária, definirão o humor do empresariado em relação a seus negócios, bem como a trajetória futura do ICE. Indústria está mais otimista com os próximos meses Silvia Costanti / Valor Campelo reiterou que, em setembro, mesmo com a alta, a confiança não melhorou de forma generalizada. Na indústria, há otimismo com os próximos meses entre o empresariado do setor, bem como percepção boa de que houve recuperação rápida na atividade. "Mas o comércio não está muito otimista" disse, comentando que o varejista sabe que o auxílio emergencial, que sustentou parte do consumo nos últimos meses, terá corte de 50% no último trimestre de 2020, e termina ao fim do ano. "E a recuperação de serviços tem avançado devagar", notou ele, explicando que, mesmo com flexibilização de atividades na economia, com reabertura parcial de bares e shoppings, ainda há cautela do consumidor em frequentar esses lugares. No entendimento do especialista, o mais provável é que os próximos resultados do indicador mostrem patamares de confiança da indústria e do comércio estáveis, com serviços avançando pouco, em atividade e em confiança. "Teremos um cenário um pouco difícil entre o quarto trimestre de 2020 e primeiro trimestre de 2021", disse, notando que, nesse período, é provável que ainda não haja vacinação em massa contra covid-19. Na prática, a trajetória do indicador de confiança dos empresários não deve mostrar recuperação rápida, para o especialista - assim como a economia para o próximo ano. “Podemos dizer que foi favorável [alta do ICE], de que evoluiu de forma relativamente rápida”, resumiu ele. “Mas acho que a indústria dificilmente vai ter novas altas, mesmo com possibilidade de vacina em meados do ano que vem, e alguns segmentos de setor de serviços vão ter que reinventar”, disse, notando que muitos hábitos de consumo mudaram com a pandemia. "Não acho que teremos uma explosão de atividade [em 2021]", disse.