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Confiança de empresários e consumidores sinaliza pior queda desde abril, diz FGV

Alessandra Saraiva
·2 minutos de leitura

Para a coordenadora das sondagens da fundação, notícias negativas no campo fiscal, macroeconômico e sanitário influenciaram a percepção Os indicadores de confiança do consumidor e do empresariado sinalizam, em outubro, o pior resultado desde abril — considerado por economistas como auge do impacto negativo da pandemia na economia —, segundo a coordenadora das sondagens setoriais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Viviane Seda Bittencourt. Nas prévias, divulgadas hoje pela FGV, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) indica queda de 1,1 ponto em outubro ante setembro, para 96,4 pontos; e o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) sinaliza recuo de 3,9 pontos, no mesmo período, para 79,5 pontos. Caso sejam confirmadas, seriam as piores quedas para cada um dos indicadores desde abril, quando registraram respectivamente recuos de 33,8 pontos e de 22 pontos. Para a técnica, uma combinação de notícias negativas, nos campos fiscal, macroeconômico e sanitário, levaram ao saldo negativo nos resultados preliminares. A economista avalia que, na passagem de setembro para outubro, houve uma série de notícias negativas envolvendo a economia brasileira. Pelo lado fiscal, foram noticiadas informações desencontradas sobre manutenção de auxílio emergencial do governo — bem como a possibilidade ou não de furar o teto de gastos devido à continuidade desses auxílios. Além disso, lembrou a economista, as informações sobre mercado de trabalho também não foram boas, com um volume maior de pessoas em busca de emprego — em cenário em que casos de covid-19 ainda se posicionam em patamar elevado. “Tem ainda a questão do auxílio emergencial, que o consumidor sabe que vai acabar [em dezembro de 2020]”, notou ela. “Antes os empresários estavam até otimistas, mas agora somente a indústria continua com otimismo; o varejo tem mostrado recuo nas expectativas”, pontuou. Um dos aspectos que pode estar contribuindo para esse último fator, acrescentou a economista, é o fato de que o varejo também sabe que o auxílio emergencial tem data para acabar — e teme pelo recuo na demanda interna, quando isso ocorrer. Além disso, no entendimento da especialista, até o momento, não há sinais de boas notícias no cenário macroeconômico. “O mercado de trabalho está mais limitado [para absorver novos trabalhadores] e o setor de serviços, maior empregador da economia, mostra recuperação muito lenta, e foi o mais afetado pela pandemia”, recordou ela. Na prática, as prévias anunciadas hoje indicam sinais de piora, tanto no humor do consumidor quanto no humor do empresário, resumiu. “Creio que hoje há uma preocupação geral, não somente nas faixas de renda mais baixa como também nas de renda mais alta”, concluiu. Ela acrescenta ainda que as frequentes mudanças em notícias nos campos fiscal e macroeconômico tornam difícil mensurar trajetória clara para o ICE e para o ICC, para os próximos meses.