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Confiança da indústria cai nos 30 setores avaliados pela CNI

·2 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP, 08.01.2021 - Funcionários trabalham em montagem de motor na linha de produção de caminhões da Mercedes em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP, 08.01.2021 - Funcionários trabalham em montagem de motor na linha de produção de caminhões da Mercedes em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os 30 setores pesquisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentaram queda na confiança, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial – Resultados Setoriais (Icei), divulgado nesta quarta-feira (29) pela entidade. O Icei mostra a avaliação dos empresários sobre as condições de seus negócios. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o levantamento, “é a primeira vez desde março de 2021 que uma forte queda de confiança atinge todos os setores”. A CNI, no entanto, acrescenta que, apesar da “forte queda de confiança”, o indicador setorial segue acima da linha de corte de 50 pontos. O indicador varia de 0 a 100. Valores acima de 50 são positivos.

Na avaliação do gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o resultado mostra que os empresários seguem confiantes, mas essa confiança ficou “mais fraca e menos disseminada em setembro em relação a agosto”.

“Os setores que registraram as maiores quedas de confiança foram os seguintes: de produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal, que caiu de 62,5 pontos para 53,4 pontos; de produtos farmoquímicos e farmacêuticos que passou de 63,4 pontos para 54,9 pontos; e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que registrava 65,1 pontos em agosto e caiu para 57,2 pontos”, detalhou a CNI.

Os setores que se mostraram mais confiantes foram os de metalurgia (63,2 pontos); de máquinas e equipamentos (61 pontos); de calçados e suas partes (61); confecção de artigos do vestuário e acessórios (60,8); e de produtos de madeira (60,1). Já o setor que se mostrou menos confiante foi o de obras de infraestrutura, que registrou 53 pontos.

O levantamento foi feito entre os dias 1º e 15 de setembro, tendo ouvido 2.373 empresários. Destes, 948 são de pequeno porte; 852, de médio porte; e 573, de grande porte.

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