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Confiança do consumidor fica estável em dezembro, diz CNI

Juliano Basile

Componentes com maior variação influenciaram índice de modos opostos: há maior expectativa de inflação, mas também de aumento da compra de bens de maior valor O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou em 47,3 pontos em dezembro de 2019. O valor é o mesmo de setembro deste ano e pouco superior ao registrado em junho. O índice trimestral mostra que a confiança do consumidor passou a segunda metade de 2019 praticamente sem alteração, segundo a entidade.

Os índices que acompanham as condições financeiras dos consumidores, os de expectativa de desemprego e evolução da própria renda, também permaneceram praticamente inalterados. Os dois componentes do Inec que tiveram uma maior variação influenciaram o índice de formas opostas. Há uma maior expectativa de inflação, mas também de aumento das compras de bens de maior valor.

O Inec na região Sul do Brasil aumentou e está acima da sua média histórica. A confiança da região Nordeste também aumentou entre setembro e dezembro, enquanto as demais registraram queda.

Entre a população que concluiu o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, a confiança também aumentou. Ocorre que a confiança dos consumidores de grau de instrução baixa, até a 4ª série, recuou para sua média história, e caiu entre os consumidores com grau superior.

Quando se olha para os municípios, os índices de confiança de quem mora nos centros das capitais, nas periferias ou no interior também são bastante diferentes entre si, diz a CNI. O Inec registrou uma leve queda entre os consumidores dos centros, mas caiu consideravelmente na periferia e se apresenta abaixo da média histórica. Os residentes do interior, no entanto, estão mais confiantes.

O resultado do indicador da CNI diverge de outro índice de confiança do consumidor divulgado nesta sexta-feira, pela FGV, que apontou o maior nível desde fevereiro.