Confiança do comércio sobe pelo 5º mês seguido

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) subiu pelo quinto mês seguido em dezembro e registrou alta de 0,3% ante novembro, informa a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O resultado apresenta relativa estabilidade no dado ao longo deste segundo semestre em comparação ao nível dos seis primeiros meses de 2012, mas, na média deste ano, a confiança do setor está 4,3% inferior à do mesmo período do ano passado.

Entre os três componentes do ICEC, o relativo à situação corrente foi o mais favorável na passagem de novembro para dezembro, com alta de 2,7%. Para 54,3% dos empresários do comércio o comportamento do setor melhorou em relação ao mesmo período do ano passado. No levantamento anterior eram 52,3%.

A pior avaliação, segundo a CNC, foi a relativa à situação econômica corrente do País, que recuou 11,6% na comparação anual. Em contrapartida, as expectativas para 2013 são bastante otimistas. O indicador que mede as perspectivas para a economia avançou 2,9%, também em base anual. O resultado reflete a expectativa de um Produto Interno Bruto (PIB) melhor no próximo ano, em relação a 2012.

Para 91,2% dos entrevistados o ambiente de negócios deve melhorar nos próximos meses, enquanto 48,3% acreditam que vai melhorar muito. Também estão em alta as expectativas de contratação no comércio, segundo a sondagem da CNC. A expectativa de ampliar os postos de trabalho cresceu 5,7% em comparação a dezembro de 2012, embora tenha caído 1,2% em relação a novembro. A perspectiva de investir em máquinas e equipamentos (bens de capital) avançou 1,3% na comparação mensal e caiu 1,2% na anual. Já a avaliação sobre o nível dos estoques cresceu 2,2% na passagem de novembro para dezembro e +3% ante dezembro.

"O ano de 2012 encerra-se com um nível elevado de expectativas dos empresários do comércio. As vendas neste ano cresceram mais do que o observado no ano passado (6,7%) e a perspectiva de um ano de 2013 mais favorável em termos de crescimento econômico e de continuidade de expansão do consumo refletem-se em uma maior propensão à realização de investimentos e contratação de mão de obra", informou a CNC em nota oficial.

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