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Confiança do comércio recua em outubro e interrompe sequência de altas, diz FGV

·2 minuto de leitura

Em outubro, a confiança caiu em todos os seis principais segmentos do setor Hermes de Paula/Agência O Globo O Índice de Confiança do Comércio (Icom) da Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 3,8 pontos em outubro, passando de 99,6 para 95,8 pontos, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas iniciada em maio. Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 3,2 pontos. “Depois de cinco altas consecutivas, a confiança do comércio volta a recuar em outubro. O resultado é fruto da combinação de queda tanto dos indicadores sobre o presente, quanto sobre os próximos meses. Apesar do resultado negativo na ponta, a percepção sobre o ritmo de vendas no mês segue mais positiva, acima dos 100 pontos. Por outro lado, a significativa queda das expectativas mostra que os empresários estão se tornando cada vez mais cautelosos com a sustentabilidade da recuperação. A falta de confiança do consumidor e a incerteza sobre o período pós-programas de auxílio do governo, parecem contribuir para esse sinal de alerta”, diz Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, em comentário no relatório. Em outubro, a confiança caiu em todos os seis principais segmentos do Comércio. Do ponto de vista de horizontes temporais, ocorreu piora tanto percepção do momento presente quanto nas expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 1,5 ponto, para 105,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 5,8 pontos para 86,6 pontos, registrando o maior valor desde o início da pandemia. Recuperação heterogênea Apesar de o resultado de outubro mostrar recuo de 1,5 ponto, o Índice de Situação Atual se mantém 12,5 pontos acima do nível pré-pandemia e segue avançando em médias móveis trimestrais. Porém, essa percepção positiva sobre o volume de vendas no presente não tem sido disseminada em todos os setores, sendo mais positiva nos últimos meses nos segmentos de revenda de veículos e motos, material para construção e móveis e eletrodomésticos, enquanto lojas de tecidos, vestuário e calçados enfrentam maior dificuldade. O Indicador de Dispersão do ISA-COM entre todos os segmentos ilustra essa diferença na percepção atual ao longo da pandemia. A sondagem de outubro coletou informações de 792 empresas entre os dias 1º e 23 deste mês. A próxima Sondagem do Comércio será divulgada em 26 de novembro. O material de divulgação originalmente publicado no site da FGV informava que o indicador se referia a setembro, quando o correto é a referência ao mês de outubro.