Mercado abrirá em 6 h 33 min

Confiança do comércio cresce a atinge maior patamar em quase um ano, diz FGV

Jader Lazarini
Confiança do comércio cresce a atinge maior patamar em quase um ano, diz FGV

O Índice de Confiança do Comércio (Icom), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou uma alta de 1,3 ponto neste mês, passando de 96,8 para 98,1 pontos, maior patamar desde fevereiro do ano passado, quando chegou a 99,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,2 ponto, mantendo-se praticamente estável nos últimos meses.

Em janeiro, a confiança do comércio subiu em 4 dos 6 segmentos. O resultado do índice foi impactado pelo resultado positivo do Índice de Expectativas (IE-COM), que subiu 3,8 pontos, saindo de 100,6 para 104,4, maior nível desde março do ano passado (104,7) e oitavo resultado seguido superior aos 100 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 1,1 ponto, saindo de 93,0 para 91,9 pontos.

A retração do ISA-COM neste mês também foi vista na série em médias móveis trimestrais (queda de 0,5 em relação ao mês anterior) e também se reflete no Indicador de Desconforto do Varejo Ampliado (composto pela média das parcelas padronizadas demanda insuficiente, acesso ao crédito bancário e custo financeiro como limitações a melhoria dos negócios).

Confira: Boletim Focus reduz previsão da taxa Selic para 4,25% em 2020

A alta do indicador (em médias móveis trimestrais) demonstra que os empresários ainda encontram limitações no ambiente de negócios. Apesar de o patamar estar abaixo do encontrado em janeiro do ano passado (5,0 pontos abaixo), o indicador cresceu 1,0 ponto em janeiro depois de oito quedas seguidas.

“2020 inicia com alta da confiança do comércio influenciada pela melhora das expectativas que voltaram a subir depois de um período de espera dos empresários no final do ano passado. Por outro lado, os indicadores de situação atual que vinham apresentando resultados mais positivos no final de 2019, recuaram em janeiro", disse Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio da FGV, em comentário no relatório.

"Essa combinação de resultados mostra que o cenário de recuperação gradual persiste, ainda dependente de sinais mais fortes do mercado de trabalho e da confiança dos consumidores”, afirmou Tobler, responsável pelo Índice de Confiança do Comércio.