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Confiança do comércio alcança nível pré-pandemia, aponta FGV

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Índice subiu 3,0 pontos em setembro, para 99,6, na quinta alta seguida; análise trimestral sugere incerteza sobre continuidade do ritmo de recuperação O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas (FGV) avançou 3,0 pontos em setembro, passando de 96,6 para 99,6 pontos, na quinta alta consecutiva, e atingiu o nível observado antes da pandemia de covid-19. Em médias móveis trimestrais, o indicador apresenta crescimento de 5,1 pontos. “Em setembro, a confiança do comércio manteve a trajetória positiva iniciada em maio, alcançando o nível pré-pandemia. A alta, assim como no mês anterior, foi influenciada pela melhora da percepção com o momento presente e pelo aumento gradual das expectativas em relação aos próximos meses”, diz Rodolpho Tobler, coordenador da Sondagem do Comércio da FGV, em comentário no relatório. “Essa combinação sugere uma percepção mais favorável do setor sobre a recuperação do volume de vendas no mês, mas projetando ainda de forma cautelosa os próximos meses, potencialmente influenciados pela proximidade do fim dos programas de auxílio, lenta recuperação da confiança dos consumidores e cenário desafiador do mercado de trabalho”, acrescenta. Em setembro, a confiança subiu em quatro dos seis principais segmentos do comércio. No mês, houve melhora tanto da percepção do momento presente quanto nas expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 4,6 pontos, para 106,6, atingindo o maior nível desde maio de 2013 (107,0). O Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 1,1 ponto, para 92,4, maior valor desde o início da pandemia. Paulo Fridman/Bloomberg Os últimos resultados positivos do Icom colaboraram para a recuperação do indicador no terceiro trimestre. Depois de registrar o maior tombo da série iniciada em 2010, o índice volta praticamente ao mesmo nível pré pandemia. A recuperação, além de heterogênea entre os segmentos, também tem apresentado diferenças nos horizontes pesquisados. Enquanto o ISA-COM do terceiro trimestre mais do que recupera o que foi perdido na crise, o IE-COM ainda está 8,6 pontos abaixo do nível do primeiro trimestre, sugerindo que ainda há incerteza sobre a continuidade do ritmo de recuperação do setor.