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Confeiteira é demitida por sequelas da covid-19 e é indenizada em R$ 200 mil

·2 minuto de leitura
Confectioner decorating chocolate cake, close-up.
Confeiteira não consegue sentir cheiro nem sabor depois de ter covid-19 (Getty Creative)
  • Confeiteira de cruzeiro foi demitida mesmo estando em tratamento para retomar olfato e paladar

  • Ela foi mandada embora em setembro de 2020, mas acordo só aconteceu em março de 2021

  • Cerca de 80% da tripulação do navio contraíram coronavírus

Demitida depois de contrair covid-19 em um cruzeiro no qual trabalhava, uma confeiteira recebeu R$ 200 mil de indenização por danos morais e materiais. No período da demissão, ela fazia tratamento para retomar o olfato e o paladar, perdidos com a doença. Entretanto, essas sequelas não sumiram e a profissional não conseguiu arrumar um emprego novo, já que necessitava dos sentidos citados para trabalhar. As informações são do Migalhas. 

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As duas empresas de turismo que a empregaram entraram em um acordo e propuseram o pagamento do valor. Aceita pela ex-funcionária, a proposta foi homologada pela 1º vara do Trabalho de Ouro Preto, em Minas Gerais. Desta forma, não foi necessário nem concluir a perícia que foi pedida no processo. 

Doença e demissão

No processo, a trabalhadora disse que a viagem começou em 1º de março, mas, com a pandemia, os passageiros precisaram desembarcar no Chile. Os tripulantes, no entanto, ainda deveriam permanecer no navio por mais um mês.

Em 29 de março, antes de chegar em San Diego, nos Estados Unidos, ela conta que começou a sentir dor no corpo, febre e tosse seca, sendo medicada e orientada a permanecer na cabine por uma semana. O cruzeiro chegou à cidade da Califórnia no dia seguinte, mas, como havia uma pessoa com covid-1+9, não foi autorizado a deixar o porto.

Ex-funcionária foi dispensada de trabalho em cruzeiro em setembro de 2020, mas acordo foi feito em março de 2021
Ex-funcionária foi dispensada de trabalho em cruzeiro em setembro de 2020, mas acordo foi feito em março de 2021

Foi em 7 de abril que ela perdeu o olfato e o paladar, mas conseguiu que marcassem uma consulta somente para 30 de abril, quando foi feito um teste. Foi então que o médico constatou que 80% do navio tinha contraído a doença. 

A volta da confeiteira ao Brasil foi apenas no dia 1º de junho, para que começasse o tratamento das sequelas. Em 31 de agosto, nada de os sentidos voltarem a funcionar, sem alteração nos exames, ao se consultar com um neurologista. Mesmo depois disso, em 2 de setembro recebeu um e-mail para voltar ao trabalho e avisou que não poderia devido à sua situação. 

Depois disso, ela foi dispensada da empresa e decidiu entrar com uma ação por danos materiais, para ter o dinheiro do tratamento reembolsado e ainda conseguir pagar os remédios. O acordo foi homologado apenas em 21 de março de 2021.

Palavra da juíza

Para a juíza Graça Maria Borges de Freitas, “ficou claro nos autos que a confeiteira foi dispensada durante tratamento médico de doença adquirida no curso do contrato de trabalho, o que configura flagrante violação aos princípios constitucionais da dignidade humana, do valor social do trabalho e da proteção à saúde".

“A empresa desamparou a trabalhadora no momento em que mais precisava de cuidados, não lhe dando suporte para recuperar a sua capacidade laborativa", disse Graça. 

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