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Conecte SUS completa 13 dias fora do ar após ataque hacker

·2 min de leitura

BRASÍLIA — Depois do ataque hacker aos sistemas do Ministério da Saúde, o Conecte SUS completa, nesta quinta-feira, 13 dias fora do ar. A plataforma é responsável por emitir o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 para quem completou o ciclo de imunização no Brasil.

A plataforma saiu do ar após um ataque hacker atingir os sistemas da pasta em 10 de dezembro.

O sistema ainda fora do ar contraria a expectativa do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que disse que o ConecteSUS deveria voltar nesta quarta-feira. A pasta já adiou sucessivas vezes a previsão, que inicialmente era até terça-feira da semana passada e foi postergada para o último sábado.

A invasão cibernética ocorreu um dia após o governo publicar portaria interministerial em que determinava que viajantes deveriam apresentar comprovante de vacinação ou realizar quarentena de cinco dias para entrar no Brasil via fronteiras aéreas.

Diante do ataque hacker, o governo decidiu adiar a vigência da portaria apesar de estrangeiros não terem vacinas registradas no ConecteSUS e de haver possibilidade brasileiros atestarem a vacinação por meio do comprovante físico.

Em seguida, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o comprovante vacinal fosse adotado não só nas fronteiras aéreas, mas também nas terrestres.

O isolamento de cinco dias deveria ser realizado em casos de exceção, com pessoas que não podem tomar vacina por razões médicas. O caso foi levado a votação em plenário, mas o ministro Nunes Marques interrompeu o julgamento, que só deverá ser retomado em fevereiro.

Junto à plataforma, o site do ministério, sistemas de marcação de cirurgias e fila de transplantes, o Painel Coronavírus, o LocalizaSUS e o DataSUS — base de dados em saúde pública — também deixaram de funcionar.

Parte deles já retomou a operação. Houve uma segunda invasão cibernética entre domingo e segunda-feira da semana passada. O ataque atingiu novamente as redes do ministério e de outros órgãos públicos, inviabilizando sistemas usados na gestão da pasta.

Como O GLOBO mostrou, falhas, ausência e divergência de dados, inconsistências e até suspeitas de clonagem de dados já rondavam a ferramenta meses antes do ataque hacker. O sistema entrou no ar neste ano e deveria servir para atestar que vacina cada brasileiro tomou, quantas doses e em quais datas.

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