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Concretização de expectativas para PIB este ano depende de serviços, dizem analistas

·4 minuto de leitura
Bar em São Paulo

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - Mais afetado pelas medidas de isolamento para contenção da pandemia de Covid-19, o desempenho do setor de serviços no segundo semestre será crucial para que a atividade econômica do Brasil atinja as expectativas neste ano.

A atividade de serviços brasileira cresceu 0,4% no primeiro trimestre sobre os três meses anteriores, contribuindo para o Produto Interno Bruto (PIB) avançar 1,2% no período e retomar o nível pré-pandemia.

O resultado melhor do que o esperado já está levando analistas a elevarem suas projeções para o PIB este ano, com expectativas chegando a uma expansão de 5%. A avaliação é de que crescimento da indústria e da agropecuária deve se sustentar, favorecido por preços internacionais favoráveis e a recuperação da economia global.

Serviços, que responde por cerca de 70% do PIB, é o setor que tem potencial de mudar o jogo.

"O setor-chave é serviços. A história para os próximos meses deve ser de mercado de trabalho melhorando muito gradualmente e queda da inflação, que tende a acalmar nos próximos meses após explodir recentemente. Tudo isso empurra o setor de serviços", disse o economista-chefe do BV, Roberto Padovani.

A pandemia criou um cenário específico para a crise econômica, afetando com mais profundidade os serviços prestados às famílias, dependentes do contato presencial e que ainda estão bem aquém dos níveis pré-pandemia.

Após esboçar reação depois do impacto inicial da Covid no ano passado, o volume de serviços no Brasil voltou a sofrer com força em março, quando o país se tornou epicentro mundial da pandemia e novas restrições foram adotadas em todo o país.

"O principal componente para o segundo semestre, até porque existe uma demanda reprimida, são serviços prestados às famílias. O IBGE vem mostrando recuperação firme em outros setores como transportes e comunicação. No entanto, os serviços prestados às famílias ainda estão 45% abaixo do nível pré-pandemia", destacou o economista da XP Rodolfo Margato, que não descarta revisar sua estimativa para o crescimento do PIB em 2021 de 4,1% para algo em torno de 5%.

Para deslanchar, o consumo em atividades como bares, restaurantes, cinemas, academias e salões de beleza depende, contudo, do avanço da vacinação no país.

"O cenário é mais favorável para o crescimento, mas a materialização dele depende essencialmente de avanços na campanha de imunização contra a Covid. A dinâmica da Covid segue como o principal risco", completou Margato.

Outra atividade de serviços que tende a se normalizar no segundo semestre com o avanço da vacinação é a de administração pública, que envolve entre outros hospitais, escolas e creches, de acordo com o economista do Itaú Unibanco Luka Barbosa.

"Essa parte também está em níveis deprimidos porque as escolas ainda tentam reabrir, ainda há atividade em educação que precisa normalizar. A atividade em hospital público também caiu muito porque as pessoas não vão até eles por medo de pegar Covid", disse o economista, cuja previsão de expansão do PIB de 5% em 2021 tem viés de alta.

RISCOS NO RADAR

Embora a possibilidade de uma terceira onda de Covid no Brasil seja apontada como o principal risco para a atividade na segunda metade do ano, começam a entrar no radar dos especialistas agora as questões de racionamento de energia e água.

A própria Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia citou o risco hidrológico entre fatores de alerta no curto prazo ao comentar nesta terça-feira o resultado do PIB.

"O que temos que ver para o segundo semestre é a questão relacionada a riscos e entra nessa equação agora o risco hidrológico. Se tivermos problemas de água ou de fornecimento de energia, pode haver impacto na atividade", destacou o economista-chefe do Banco MUFG Brasil, Carlos Pedroso.

Por enquanto o impacto estaria restrito à inflação com a elevação da bandeira tarifária sobre as contas de luz. Mas a questão do racionamento de energia também deve ser acompanhada de perto pelo potencial de afetar a economia no início de 2022.

"Se não chover no último trimestre como estamos esperando e os reservatórios não forem recompostos, o risco vai ser maior no ano que vem, e pode provocar revisão para baixo do PIB de 2022 por causa do impacto na indústria", destacou o economista João Leal, da Rio Bravo.

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