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Concessionária que levou dois lotes em leilão da Cedae pede para assumir serviço quatro meses antes do previsto

·6 minuto de leitura

RIO — A fase de transição, chamada operação assistida, do serviço da Cedae para a nova concessionária Águas do Rio tinha previsão de durar até fevereiro. Mas, no último dia 1º de outubro, a empresa comunicou ao governo que já está pronta para assumir de vez o controle, e, nesta quinta-feira, o governador Cláudio Castro confirmou a antecipação. Nos últimos dois meses, ou seja, desde a assinatura do contrato, a Águas do Rio montou seu Centro de Operações Integrada, que garante monitoramento, em tempo real, de mil pontos da rede de abastecimento de água. Com isso, já há o diagnóstico, desde já, da necessidade de reparos em 170 locais que sofrem com fornecimento irregular ou vazamentos.

'Livre para estudar': Prefeitura do Rio lança programa de combate à pobreza menstrual com distribuição de absorventes nas escolasO novo centro foi o primeiro grande investimento da concessionária, que faz parte da holding Aegea, e custou R$10 milhões. A Cedae, explicam os diretores, não possuía uma central de monitoramento tão sofisticado e dependia de medidores manuais nas tubulações. Já os automáticos, apenas nas grandes adutoras ou reservatórios. O diferencial agora, então, é conseguir mapear a chamada malha fina da rede.— Antes, para descobrir um problema de abastecimento num bairro, os funcionários iam de casa em casa com seu relógio para medir a tubulação. Agora, se romper um adutor, imediatamente já sabemos — explicou Luiz Couto, diretor do Centro de Operações Integrada. — Durante essa fase de operação assistida, nosso monitoramento foi compartilhado com a Cedae, então eles já nos disseram que puderam otimizar suas manobras (reparos e intervenções) porque agora já sabiam onde exatamente estava o problema.Até aqui, foram instalados mil loggers, que são os aparelhos medidores da pressão, o que garante um ponto a casa 12 quilômetros de rede, e a meta é pelo menos dobrar essa quantidade, afirmou Alexandre Bianchini, diretor presidente Águas do Rio. Durante essa fase de diagnóstico do serviço de saneamento, foram mapeados 170 pontos com necessidade de intervenção imediata, especialmente na Zona Norte, Baixada, São Gonçalo, Magé e Itaboraí. A área de responsabilidade da concessionária, que arrematou os lotes 1 e 4 da concessão, inclui a Zona Sul, Zona Norte, Centro da cidade e mais 26 municípios, principalmente na Baixada e Leste Metropolitano.

Patrimônio:Paes promete reconhecer Igreja Católica como dona do Cristo Redentor— À medida que vamos instalando os equipamentos, surgem novas necessidades, por isso a meta vai aumentando. O monitoramento nos dá credibilidade e confiabilidade, porque com ele conseguimos identificar o problema antes da reserva de água da pessoa acabar. Às vezes, por exemplo, a tubulação já está comprometida, mas a casa continuou com água por mais dois dias por causa da cisterna, e só depois vão reclamar — explicou Bianchini.O centro também oferece um sistema de alarme da situação das elevatórias. Ou seja, se houver algum problema de desabastecimento ou de vazamento nessas bombas, um aviso será informado imediatamente. Já no caso da malha fina, para que um vazamento seja identificado pela central, é preciso que ocorra em um ponto de impacto, como por exemplo, em uma rua inteira.O combate à perda de água no sistema será um dos desafios no serviço. Atualmente, os três grandes fatores que contribuem para essa perda são vazamentos, ligações clandestinas ou submedição — regiões sem hidrômetro, disse Luiz Couto. Nas comunidades, por exemplo, que contarão com uma superintendência específica dentro da divisão das áreas de atuação da concessionária, já foram identificados grandes focos de vazamentos.Em relação às Estações de Tratamento de Esgoto, a Águas do Rio contratou uma consultoria à parte para ter noção do real dimensionamento e diagnosticou que, em média, elas estão operando com apenas um terço de sua capacidade. Dentro da área de atuação da Águas do Rio, há cerca de 60 ETEs, sendo 11 consideradas de grande porte. A ETE Alegria, por exemplo, a maior do sistema, tem capacidade de tratar 2.500 litros por segundo (L/S), mas a estimativa de vazão atual é de 1.420 L/S. Na ETE Penha, a vazão é de 276 L/S para capacidade de 1.600 L/S.

Leia também: 'Corretor das estrelas', indiciado por atuar com 'Faraó dos Bitcoins', é preso em São Paulo; ele estava foragidoSegundo Alexandre Bianchini, os investimentos da concessionária vão ser divididos em três grandes temas: Retomada dos principais ativos, como as grandes Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs); reformar e construir as grandes adutoras e coletoras de esgoto; e realizar pequenas obras, que melhoram o fornecimento e abastecimento em microrregiões. Bianchini diz que a realidade encontrada até aqui está próxima do que já vinha sendo estudado. Até por isso, a Águas do Rio se antecipou ao prazo de operação assistida e, no último dia 1º comunicou formalmente ao governo estadual que está pronta para assumir o serviço.Como o contrato foi assinado em agosto, a operação assistida tinha prazo até fevereiro, mas uma antecipação, bem como prorrogação, já era uma possibilidade prevista.

Tarifas sem aumentoO presidente da Águas do Rio afirmou que as tarifas pagas hoje pela população não serão reajustadas, a não ser por correção inflacionária.— A tarifa vai ser igual à da Cedae, não há previsão de aumento — prometeu o presidente, que também falou sobre o aumento da cobertura da tarifa social, que custa um terço do valor básico. — Hoje, na nossa área, menos de 1% das pessoas têm tarifa social. Por contrato, precisamos aumentar para 5%, mas vamos superar essa marca. No próximo ano, o planejamento é de investimentos de R$1 bilhão pela concessionária, chegando a R$7 bilhões em cinco anos, incluindo R$2.7 bilhões na Baía de Guanabara e R$ 645 milhões na Bacia do Guandu.— Até o quinto ano, a meta é ter grandes coletores de tempo seco no entorno da Baía de Guanabara, formando um cinturão— afirmou Bianchini.Já no Guandu, o foco será em Japeri, Queimados e parte de Nova Iguaçu, com investimentos na rede, troncos coletores e estações de tratamento. O presidente também destacou que será preciso de apoio governamental, especialmente do Inea, na fiscalização sobre o esgoto produzido pelo Polo Industrial de Queimados, que não é responsabilidade da concessionária. O fornecimento de água continuará a cargo da Cedae, mas a Águas do Rio vai instalar medidores de qualidade nos pontos de entrega.— Se houver alguma perda de qualidade, como no caso da geosmina, nós não poderemos atuar diretamente na solução, mas poderemos avisar à população, para dar transparência ao processo — disse Bianchini, que comentou sobre a possibilidade da empresa participar da concessão do lote 3 da Cedae, marcada para 29 de dezembro. —Iremos estudar o edital e, se for favorável, é de nosso interesse.

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