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Concessões de crédito somam R$ 1,1 tri de março até 19 de junho, diz Febraban

Talita Moreira

Indivíduos e pequenas empresas representam R$ 44,5 bilhões (em parcelas suspensas) desse total As concessões de crédito entre o início de março e 19 de junho somam R$ 1,116 trilhão, colocando na conta contratações de novas operações, renovações de contratos e suspensão de parcelas, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Marcos Santos/USP Imagens

Foram renegociados 11,3 milhões de contratos com pagamentos em dia, representando R$ 666,4 bilhões em saldo e R$ 80,9 bilhões em parcelas suspensas. As prorrogações de prestações de pessoas físicas e jurídicas contemplam períodos que vão de 60 a 180 dias, dependendo do banco e da modalidade, e começaram a ser oferecidas pelas instituições financeiras em 16 de março.

Indivíduos e pequenas empresas representam R$ 44,5 bilhões (em parcelas suspensas) desse total, segundo a Febraban. As suspensões, argumentam os bancos representam alívio de caixa imediato para os tomadores.

Os dados também apontam aumento que as concessões de crédito com recursos livres a pessoas jurídicas subiram de 43,4% na média diária por dia útil no intervalo que vai de 16 de março a 19 de junho deste ano quando comparadas com os meses de março a junho de 2019, totalizando R$ 9,503 bilhões. A Febraban atribuiu a alta à forte demanda das empresas por recursos bancários no início da crise para fazer caixa, ao mesmo tempo em que o mercado de capitais e as linhas externas secaram.

Não foram abertos os dados de concessões a pessoas físicas, mas a entidade disse que se nota uma esperada retração da demanda.

“As ações do setor bancário têm se traduzido em medidas concretas de alívio financeiro para ajudar o país a enfrentar este momento dificílimo e a fazer a travessia. Vamos continuar agindo para retomarmos mais à frente a trajetória de crescimento. Fizemos concessões robustas de mais de R$ 1,1 trilhão em crédito, incluindo recursos novos, renovações e postergação de parcelas e, ainda, conseguimos fazer isso com taxas de juros e spreads menores do que os que tínhamos antes do início da crise”, afirmou, em nota ao Valor, o presidente da Febraban, Isaac Sidney Ferreira.