Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.249,73
    +1.405,98 (+1,29%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.828,13
    +270,48 (+0,53%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,51
    -0,05 (-0,07%)
     
  • OURO

    1.775,20
    -3,00 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    41.112,14
    +219,45 (+0,54%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.017,69
    -46,15 (-4,34%)
     
  • S&P500

    4.354,19
    -3,54 (-0,08%)
     
  • DOW JONES

    33.919,84
    -50,63 (-0,15%)
     
  • FTSE

    6.980,98
    +77,07 (+1,12%)
     
  • HANG SENG

    24.221,54
    +122,40 (+0,51%)
     
  • NIKKEI

    29.642,78
    -196,93 (-0,66%)
     
  • NASDAQ

    14.956,25
    -67,75 (-0,45%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1754
    -0,0037 (-0,06%)
     

Comunidade andina boliviana pede à Pachamama pelo fim da pandemia

·2 minuto de leitura

A comunidade andina boliviana começou agosto com insistentes orações pelo fim da pandemia de covid-19. O mês tradicionalmente é dedicado à Pachamama e generosas ofertas à Mãe Terra agradecem as graças recebidas.

“As pessoas não pedem tanto riqueza, mas saúde, para ter calma, para não adoecer. Em segundo lugar está a questão econômica”, explica à AFP a curandeira Eli Laura.

"La Cumbre", a 12 km da cidade de La Paz, é o ponto mais alto da rodovia que liga o planalto com a zona tropical dos Yungas.

A comemoração deste ano foi caracterizada por fortes nevascas o que, segundo o público, é um sinal de bom presságio.

“O costume é chegar no dia primeiro de agosto. Às 12 horas, a Pachamama abre a boca e temos que agradecê-la com a oferenda”, diz Antonia Quispe, outra curandeira, que explica que além de prosperidade e sucesso nos negócios, pede-se que a covid-19 “desapareça e que a Pachamama coma a doença”.

- Mulheres curandeiras -

A celebração deste ano trouxe uma novidade: a presença de várias curandeiras que atuam como sacerdotisas e presidem cerimônias, desempenhando funções que antes eram masculinas.

“A mulher tem mais coração”, comenta Eli Laura. As ofertas consistem em flores, frutas, ervas aromáticas, doces, lã colorida e tiras de papel brilhante.

“As flores vermelhas são para sorte e amor e as brancas para saúde”, explica Denélio Flores, um dos participantes.

Instalada em um altar improvisado construído com pedaços de madeira, que logo queimarão, a oferenda é temperada com doces, açúcar e canela em pó que aludem à prosperidade e que respondem à crença de que a Pachamama gosta de açúcares.

As sacerdotisas borrifam as oferendas com álcool, cerveja e refrigerantes, invocando os espíritos andinos ou Achachilas e derramando parte do conteúdo no chão (ch'alla) como forma de compartilhar a celebração com a Mãe Terra.

A espuma das cervejas e dos refrigerantes é colocada nas mãos dos participantes, uma forma simbólica de compartilhar a prosperidade.

“Colocar nas mãos é um símbolo de que (a Pachamama) está nos dando o dinheiro. Você recebe e guarda no bolso para você”, diz William Cori, um dos presentes.

As curandeiras usam menos formalidades do que os homens, o que torna a cerimônia mais familiar.

Após as bênçãos, o altar é incendiado e o vento se encarrega de atiçar as brasas. Se as chamas acendem de imediato e se apagam rapidamente significa que a Pachamama está satisfeita com a oferta.

gbh/lda/jc

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos