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Computador é capaz de ler cérebro para antecipar as preferências de uma pessoa

·3 minuto de leitura

Imagine como seria se os computadores pudessem prever as preferências de uma pessoa com base no que ela pensa. Cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e da Universidade de Helsinque, na Finlândia, demonstraram que já é possível ter esse tipo de interação ao analisar os impulsos elétricos do cérebro.

Usando um algoritmo de aprendizagem de máquina para comparar o padrão de respostas cerebrais de cada indivíduo, os pesquisadores conseguiram antecipar de forma sistemática a atração de uma pessoa por um tipo de rosto que ela ainda não viu.

"Por meio da comparação da atividade cerebral de outras pessoas, agora também descobrimos que é possível prever a fisionomia que cada participante consideraria atraente. Dessa forma, podemos fazer recomendações confiáveis ​​para os usuários — assim como os serviços de streaming sugerem novos filmes ou séries baseados na história dos usuários ", explica um dos responsáveis pelo estudo, o professor Tuukka Ruotsalo.

Pensamento x comportamento

Usuários de serviços de streaming estão acostumados a receber indicações sobre títulos que se encaixam em seus perfis de acordo com o que já foi assistido ou ouvido anteriormente. Essa filtragem colaborativa usa padrões ocultos do comportamento individual e coletivo para "adivinhar" qual elemento terá uma probabilidade maior de aceitação.

O problema dessa técnica de filtragem é que ela se baseia nos hábitos superficiais, na quantidade de cliques ou no compartilhamento de conteúdos para determinar as preferências, o que pode gerar distorções na avaliação do perfil.

Serviços de streaming usam comportamentos anteriores para determinar as preferências do usuário (Imagem: Reprodução/Envato)
Serviços de streaming usam comportamentos anteriores para determinar as preferências do usuário (Imagem: Reprodução/Envato)

"Devido a normas sociais ou outros fatores culturais, os usuários podem não revelar suas preferências reais por meio de seu comportamento online. Portanto, esse comportamento explícito pode ser tendencioso, com atitudes cuidadosamente pensadas”, afirma a coautora do estudo, professora Michiel Spapé.

Utilizando dados observados diretamente da atividade cerebral, os pesquisadores foram capazes de prever as tendências comportamentais de forma muito mais precisa e abrangente, levando em conta mais do que as ações praticadas ao longo de um determinado período.

"A atividade elétrica em nossos cérebros é uma fonte de informação alternativa e inexplorada. A longo prazo, o método provavelmente pode ser usado para fornecer informações muito mais diferenciadas sobre as preferências das pessoas do que é possível hoje”, afirma o professor Ruotsalo.

Cuidado com o que pensa

Durante os testes, os participantes foram expostos a um grande número de imagens de rostos humanos. Utilizando eletrodos, os cientistas gravaram os sinais cerebrais e usaram esses dados para treinar um modelo de aprendizagem de máquina para distinguir qual fisionomia era mais atraente para cada indivíduo.

Como esses dados são coletados em estado bruto, sem filtros, os pesquisadores alertam que é preciso encontrar formas para proteger a privacidade do usuário, além de elaborar critérios éticos sobre o uso dessa tecnologia por governos e empresas privadas, interessadas no perfil de cidadãos e consumidores.

Eletrodos captam a atividade cerebral conforme o usuário é exposto a rostos humanos diferentes (Imagem: Reprodução/University of Copenhagen)
Eletrodos captam a atividade cerebral conforme o usuário é exposto a rostos humanos diferentes (Imagem: Reprodução/University of Copenhagen)

Antes de sair do laboratório, a interface cérebro-computador também precisa se tornar mais barata e fácil de usar, já que atualmente os emaranhados de fios e eletrodos têm que ficar acoplados à cabeça do usuário em um ambiente controlado.

“Considero nosso projeto um passo em direção a uma era que alguns chamam de computação consciente, na qual, usando uma combinação de computadores e técnicas de neurociência, os usuários serão capazes de acessar informações únicas sobre si mesmos, tornando-se uma ferramenta para que possam se compreender melhor", completa o principal autor do estudo, professor Keith Davis.

Fonte: Canaltech

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