Mercado abrirá em 10 hs

Compre ouro ‘aqui e agora’, recomenda gestor do UBS

Ranjeetha Pakiam e David Ingles
Several gold bars of different weight on a dark mirror surface.

Agora é a hora de comprar ouro, segundo um dos principais gestores de fortunas do mundo, que destacou as perspectivas do metal precioso. A commodity perdeu terreno para o dólar como refúgio nas últimas semanas em meio à pandemia do coronavírus, que sacode os mercados.

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“Quando penso no que compraria aqui e agora, compraria ouro”, disse Wayne Gordon, diretor executivo de commodities e câmbio da unidade de gestão de patrimônio do UBS, em entrevista à Bloomberg TV. Os preços começariam a subir entre três e seis meses, de acordo com Gordon.

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O ouro caminha para fechar com queda semanal pela segunda semana consecutiva e pela primeira vez desde setembro em meio ao dólar em nível recorde. No entanto, as perdas diminuíram na sexta-feira, quando investidores fazem ajustes diante do cenário para a economia global, da propagação do coronavírus e da política monetária mais frouxa. Com a forte queda dos ativos de risco neste mês, alguns investidores foram obrigados a vender ouro para obter caixa. Um padrão semelhante - perdas em momentos de extremo estresse do mercado - em relação ao ouro foi visto na crise financeira global no final de 2008, antes de atingir o pico em 2011.

O ouro “forneceu o que deveria em tempos de crise, uma forma de seguro para gerar caixa quando a liquidez era necessária”, disse em relatório Peter Grosskopf, CEO da Sprott, referindo-se aos movimentos recentes. É um dos primeiros ativos a serem vendidos quando a alavancagem é reduzida, e investidores de longo prazo que não estiverem sujeitos a pressões de margem serão recompensados por estar investidos em ouro neste momento, disse.

O metal precioso acumula queda de 1,6% nesta semana, após uma baixa de 8,6% na semana passada, a maior desde 1983. No início deste mês, chegou a US$ 1.700, atingindo o nível mais alto desde 2012.

Devido à flexibilização quantitativa adicional de bancos centrais “vamos ver um dólar mais fraco nos próximos 12 meses”, disse Gordon. “Por trás disso, veremos juros reais voltarem para território negativo”, disse, acrescentando que isso dará força ao ouro.

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