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Compras de petróleo da China compensariam fraca demanda global

Bloomberg News
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(Bloomberg) -- Enquanto o coronavírus avança na Europa e nos Estados Unidos e aumenta o risco de mais restrições, uma série de indicadores sugere que a China poderia amenizar os efeitos da potencial destruição da demanda nos mercados de petróleo.

Os estoques de petróleo e, principalmente, de combustíveis como diesel e gasolina no maior importador do mundo diminuíram nos últimos dois meses em meio ao aquecimento da atividade econômica, que superou as expectativas. Diante desse cenário, uma das maiores refinarias estatais da China disse que manterá a produção de petróleo estável pelo resto do ano.

As refinarias independentes do país - responsáveis por cerca de 25% da capacidade de refino - também parecem prontas para uma retomada. Embora as compras dos chamados bules de chá mostrem queda desde julho, devem aumentar novamente com maiores cotas de importação para o ano que vem. As baixas margens continuam a preocupar, embora autoridades tenham reativado um mecanismo de preço mínimo dos combustíveis que deve ajudar a proteger os processadores e incentivar mais compras.

Embora notícias positivas em torno de uma vacina contra o coronavírus tenham impulsionado os preços do petróleo na segunda-feira, a perspectiva para a demanda no inverno do hemisfério norte ainda parece bastante instável.

Os estoques de petróleo bruto da China começaram a aumentar no início de fevereiro, quando a pandemia paralisou a economia, e cresceram ainda mais alguns meses depois de uma onda de compras para aproveitar a queda dos preços globais. Mas os estoques estão em queda agora, o que significa que as refinarias terão alguma margem de manobra para importar mais sem se preocupar com restrições de armazenamento.

Os estoques atingiram um pico de 914 milhões de barris, ou 73% da capacidade, na semana até 2 de outubro, de acordo com a Ursa Space Systems, empresa que usa radar de abertura sintética para rastrear 39 unidades de armazenamento de petróleo na China. Desde então, os estoques caíram para 885 milhões de barris, ou 71% da capacidade, na semana até 5 de novembro.

Pesos-pesados de refino do país - China Petroleum & Chemical e PetroChina - também parecem dispostos a fazer sua parte para ajudar na demanda global. A China deve importar 550 milhões de toneladas de petróleo neste ano, cerca de 10% a mais do que em 2019, disse no domingo a China Petroleum & Chemical, também conhecida como Sinopec.

A Sinopec deve atingir sua meta de refino de 241 milhões de toneladas para o ano de 2020, disse a assessoria de imprensa da empresa. Com isso, a taxa de processamento do quarto trimestre ficaria cerca de 5% acima do que nos três meses anteriores, de acordo com cálculos da Bloomberg com base em documentos regulatórios da Sinopec para os primeiros nove meses do ano.

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