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Compras parceladas e cheque especial: aumento da Selic vai encarecer muitos aspectos da vida

·3 minuto de leitura
O Banco Central anunciou, nesta quarta-feira, a elevação da taxa Selic para 6,25% ao ano, e sinalizou um possível aumente de mais 1 ponto percentual para próxima ata. Foto: Getty Images.
O Banco Central anunciou, nesta quarta-feira, a elevação da taxa Selic para 6,25% ao ano, e sinalizou um possível aumente de mais 1 ponto percentual para próxima ata. Foto: Getty Images.
  • Consumidor vai pagar mais caro em compras, financiamentos e no temido cheque especial;

  • Parcelamentos em lojas podem ter aumento de R$ 10 em cada mês;

  • Quase 70% das famílias brasileiras estão inadimplentes.

O Banco Central anunciou, nesta quarta-feira, a elevação da taxa Selic para 6,25% ao ano, e sinalizou um possível aumente de mais 1 ponto percentual para próxima ata. 

Para quem ainda não entende o real significado da taxa básica de juros no dia dia, ela é basicamente o parâmetro para todas as taxas praticadas no mercado. Seja para contratar um financiamento de carro, casa, comprar um eletrodoméstico parcelado ou pegar um empréstimo no banco. 

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"A partir desse momento ficará mais caro consumir no país, visto que o custo de financiamento da produção aumenta e o custo de compra também", avalia Caio Mastrodomenico, analista econômico e CEO da Vallus Capital.

E completa: "O Brasil tem a cultura do parcelamento muito forte, e é comum sermos induzidos a comprar parcelado pelas lojas que praticam o mesmo preço à vista ou em várias parcelas, incentivando o consumidor a comprar em um prazo longo". Portanto, o consumidor que costuma aderir ao parcelamento para aquisição de bens e serviços pagará mais caro nas suas compras do dia dia. 

Mastrodomenico preparou algumas simulações de compras para o Yahoo Finanças. Veja abaixo:

Exemplo 1: Um eletrodoméstico com valor de R$ 1.500, por exemplo, se parcelado em 12 vezes, pode sair cerca de R$ 9 à R$ 10 reais mais caro, a depender das taxas aplicadas na operação. 

Exemplo 2: Já para aquisição de um veículo no valor de R$ 60.000, em um prazo de 60 meses, acarretaria em um aumento médio de R$ 26,25 por parcela, dando um aumento médio de R$ 1.580,93. Isso tudo em termos nominais (sem contar a inflação).

Esse aumento só é levado em consideração a variação da taxa Selic, com um financiamento de um veículo usando essa taxa, o que na prática não se aplica. O banco que financia utilizará uma taxa superior à taxa básica de juros nacional. 

Terror dos juros: cartões de crédito e cheque especial 

Os juros do temido cheque especial também são calculados a partir da Selic. Apesar de registrarem quedas entre os meses de abril e maio deste ano, os juros do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito ainda são considerados muito altos. Veja o exemplo abaixo:

Exemplo 3: Em um cheque especial de R$ 2.000, por 20 dias úteis, terá uma diferença de R$1,51 no período - ou R$ 0,07 a R$ 0,08 centavos ao dia. 

Dados divulgados pelo Banco Central (BC) apontam que, entre abril e maio, os juros do cheque especial caíram de 124,3% para 122,1% ao ano. No entanto, esse índice em maio de 2020 era de 116,2% ao ano. 

Agosto fechou com aumento de endividamento

O percentual de famílias endividadas (com atraso ou não) e inadimplentes (com contas em atraso) aumentou em agosto deste ano. O endividamento atingiu 67,5% das famílias brasileiras, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Já a inadimplência chegou a 26,7% das famílias em agosto, percentual superior aos 26,3% de julho deste ano e aos 24,3% de agosto do ano passado.

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