Compras através de dispositivos móveis aumentaram 10% em 2012, o dobro de 2011

SÃO PAULO – O comércio online realizado através de tablets e smartphones dobrou em 2012, aumentando em média, de 5% em 2011 para 10% no ano passado.

A Camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico) confirmou a tendência que se mostrou forte no primeiro semestre de 2012 a respeito do rápido crescimento das vendas online por dispositivos móveis. O coordenador do Comitê de Varejo da instituição, Fábio Pereira, diz que “este número tende a crescer mais em função do barateamento das novas tecnologias, tanto dos smartphones, quanto do acesso à internet banda larga e 3G”.

De acordo com a Camara-e.net, as vendas através de iPad representaram mais da metade das transações: 51%, enquanto que aquelas por meio de iPhone somaram 20%. Demais aparelhos ficaram com 29% do total de comercializações através de dispositivos móveis.

A Camara-e.net também relatou que o Google, através de seu Mobile Playbook, informou que cerca de 10% do total de cliques de busca são feitos por celulares. Além disso, no Brasil, os usuários de smartphones ultrapassam 27 milhões.

Apenas no Youtube são acessados 600 milhões de vídeos por dia no Brasil, sendo 75% disto via celular. Informações da Camara-e.net relatam que até 2014 são esperados 208 milhões de tablets no mundo – hoje, 72% dos usuários desta ferramenta realizam compras semanais e constumam também acessar esses dispositivos à noite, usando-os como televisão.

Natal 2012
Ainda segundo a entidade, neste último Natal, o faturamento para o e-commerce brasileiro foi de R$ 3,1 bilhões. Em 2011 esse montante foi de R$ 2,6 bilhões. “No fechamento do faturamento deste ano, o Brasil deverá alcançar um total de R$ 22,5 bilhões – acompanhando o crescimento de 20% esperado para este período”, contou a Camara-e.net. Além disso, no balanço referente a 2012 no Brasil, deverão ser contabilizados 43 milhões de consumidores online.

Segmentos
Os maiores segmentos de vendas por meio de dispositivos móveis são eletrodomésticos (1º lugar) e saúde, beleza e medicamentos (2º lugar). Moda e acessórios ganhou notoriedade por ficar de fora do ranking das 20 maiores há cinco anos, estando agora na 3ª colocação.

Jornais e revistas caíram e estão na 4ª colocação, seguida pelo setor de informática.

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