Compra pela web frustrou 30% dos consumidores em Belém

Uma pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) revelou que, na média, 20% dos consumidores de São Paulo e Belém que fizeram compras em lojas virtuais em dezembro ficaram sem presente de Natal: ou os produtos não chegaram ou foram entregues quebrados. O objetivo da experiência foi mostrar as diferenças da logística de entrega para as duas cidades. As compras foram realizadas em seis sites: Americanas, Ponto Frio, Ricardo Eletro, Magazine Luiza, Walmart e Compra Fácil.

"O porcentual de pedidos frustrados foi alto. Mostra que os sites devem ser mais cautelosos em relação ao tempo de entrega prometido e que a logística tem que evoluir nessa época de maior demanda", diz a diretora de Inteligência de Mercado do Ilos, Maria Fernanda Hijjar. O resultado mostrou que o atendimento aos moradores da Região Norte ainda fica atrás, apesar do frete bem mais caro. Enquanto os consumidores da capital paulista pagam em média R$ 4,6, o frete para Belém custa R$ 9,7. O tempo de entrega prometido de 5,1 dias úteis em São Paulo foi cumprido com folga de quase um dia. Já em Belém a promessa era entregar em 6,7 dias, mas o tempo constatado foi de 7,3 dias.

A pesquisa verificou que na capital paraense 57% dos pedidos extrapolaram o prazo prometido, 22% não chegaram até o Natal e 11% chegaram quebrados (o instituto encomendou taças e copos para avaliar a qualidade da logística para produtos frágeis). Assim, 30% dos belenenses ficaram sem presente no dia 25, contra apenas 16% dos paulistanos.

O estudo mostrou também que mais da metade (56%) das entregas foram enviadas para Belém pelos Correios. Já em São Paulo o serviço foi realizado por transportadoras em 67% dos casos. A amostra foi composta por 120 pedidos, dos quais 74 tiveram confirmação de entrega até o Natal. Em janeiro, o instituto vai compilar os dados de todas as compras online para avaliar o tempo de entrega e atrasos.

De acordo com o instituto, a previsão é que o comércio eletrônico encerre 2012 com faturamento de R$ 23 bilhões no Brasil, alta de 25% sobre o ano passado. No primeiro semestre, as vendas online somaram R$ 10,2 bilhões, ante R$ 8,4 bi no mesmo período de 2011. Nesse período, foram contabilizados 29,6 milhões de pedidos, alta de 18% sobre os seis primeiros meses do ano anterior, com tíquete médio de R$ 346.

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