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Composto em Marte pode ser "alarme falso" da existência de oxigênio

Um novo estudo liderado por Kaushik Mitra, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, sugere que a presença de óxidos de manganês em Marte pode ser uma espécie de “alarme falso” do possível oxigênio na atmosfera do planeta no passado. No estudo, ele e os demais autores mostraram que, nas condições do Planeta Vermelho, os óxidos de manganês podem ser formados sem oxigênio.

A Terra é coberta por uma atmosfera rica em oxigênio que, além de servir como base para a vida como conhecemos, é um ingrediente importante para reações com outros elementos: o oxigênio pode formar óxidos de ferro e de manganês, presentes na crosta terrestre — este último óxido, especificamente, foi encontrado no Planeta Vermelho pelos rovers Curiosity e Endeavour.

Rover Curiosity em Windjana, região que contém óxidos de manganês (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)
Rover Curiosity em Windjana, região que contém óxidos de manganês (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

Os cientistas interpretaram as descobertas como “pistas” da atmosfera primordial de Marte, que sugeriam que o planeta teve oxigênio em sua atmosfera no passado e até água na superfície. Entretanto, o novo estudo revelou uma nova forma de produzir o óxido sem a necessidade de oxigênio, o que sugere que o elemento na atmosfera pode não ter sido necessário para a formação do óxido identificado.

Através de câmaras de reação que simularam os fluidos ácidos que ocorreram em Marte no passado, os pesquisadores descobriram que reações com átomos de oxigênio ligados a algum elemento do grupo dos halogênios, como o bromo ou cloro, podem também produzir óxidos de manganês — e, inclusive, o fazem mais rapidamente do que o oxigênio atmosférico.

Embora o oxigênio possa reagir com o manganês para formar os óxidos na Terra, não está claro se o mesmo processo poderia acontecer em Marte. Para descobrir, a equipe realizou os experimentos nas câmaras e descobriu que o clorato, composto bastante abundante em Marte, não produziu óxidos de manganês no prazo dos experimentos.

Em Murray Ridge, o rover Opportunity identificou rochas com óxidos de manganês (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/HiRISE)
Em Murray Ridge, o rover Opportunity identificou rochas com óxidos de manganês (Imagem: Reprodução/NASA/JPL/HiRISE)

Já o bromato, também frequente em Marte, formou o composto em um intervalo de 6 a 8 semanas; em condições ácidas, ele produziu óxidos centenas de vezes mais rápido que o oxigênio. Portanto, as descobertas sugerem que os óxidos de manganês de Marte podem não sinalizar a presença de oxigênio atmosférico no passado, mas mais estudos são necessários para os pesquisadores entenderem como estes minerais foram formados.

Embora o clorato esteja presente em Marte, ele não produziu o óxido de manganês tão rapidamente — o bromato foi muito mais rápido, mas os autores ressaltam que não está claro de onde como este composto pode ter sido formado lá. “Há muitos possíveis caminhos, e a Terra e Marte não são idênticos”, explicou Nina Lanza, pesquisadora que não se envolveu no novo estudo. “Precisamos pensar muito amplamente sobre isso, e por causa deste laço realmente forte entre a vida e os minerais de manganês, é uma pergunta com resposta realmente importante”, disse.

O artigo com as descobertas foi publicado na revista Nature Geoscience.

Fonte: Canaltech

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