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Composição dos sete planetas em TRAPPIST-1 parece ser bastante parecida

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Em 2016, astrônomos descobriram que a estrela anã vermelha TRAPPIST-1 não estava sozinha, pois abrigava planetas cujas dimensões eram parecidas com àas do nosso. Localizado a cerca de 40 anos-luz de distância de nós, este sistema estelar conta com sete planetas rochosos. Agora, um estudo liderado pelo astrofísico Eric Agol aponta que eles podem ter densidade bastante parecida, o que pode indicar que todos tenham a mesma proporção de materiais em sua composição.

Alguns deles já são conhecidos desde 2016, quando foram encontrados com o telescópio Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope (TRAPPIST), no Chile. Depois, outras observações feitas pelo já aposentado telescópio Spitzer, junto de outros em solo, confirmaram a descoberta de dois dos que haviam sido identificados originalmente, trazendo ainda mais cinco para a lista. Todos foram encontrados pelo método do trânsito: como os planetas não podem ser observados diretamente por serem pequenos demais e de pouco brilho em relação à estrela, os cientistas acompanharam mudanças no brilho do astro-pai, causadas pelas passagens dos planetas à frente dele.

Ao estudar a densidade dos planetas, os astrônomos podem saber mais sobre a composição deles (Imagem: Reprodução/NASA)
Ao estudar a densidade dos planetas, os astrônomos podem saber mais sobre a composição deles (Imagem: Reprodução/NASA)

Com monitoramento das diferenças na luz da estrela e as órbitas dos planetas, os astrônomos conseguiram estimar a massa, diâmetro e densidade deles. Cálculos anteriores apontavam que a massa e tamanho dos mundos de TRAPPIST-1 deveriam ser semelhantes à da Terra, o que sugere que estamos tratando de planetas rochosos. Já a densidade é uma forma de os cientistas saberem a composição deles, e o novo estudo aponta densidades similares, cujos valores não variam mais que 3%. Uma forma de explicar essa densidade tão similar é uma possível composição semelhante à da Terra, mas com menos ferro — haveria 21% do elemento em comparação com 32% presentes na Terra.

Outra possibilidade estaria nos altos níveis de oxigênio dos planetas, que formariam ferrugem por lá; nisso, o oxigênio adicional poderia diminuir a densidade dos planetas. Se a ferrugem realmente tiver diminuído sozinha a densidade dos planetas, eles teriam que ter ferrugem internamente e não poderiam ter núcleo de ferro sólido — ao contrário de Marte, que, embora tenha em sua superfície, tem o núcleo composto por ferro não oxidado.

Possíveis tipos de interior que podem haver nos planetas do sistema (Imagem: Reprodução/NASA)
Possíveis tipos de interior que podem haver nos planetas do sistema (Imagem: Reprodução/NASA)

Para Agol, a explicação por trás da densidade pode estar, na verdade, relacionada a uma mistura dos dois cenários; ou seja, à presença menor do ferro e alguma quantidade de ferro oxidado. Além disso, a equipe também considerou a possibilidade de cada planeta ter água, por ser ainda mais leve que a ferrugem e poder mudar a densidade geral do planeta, de modo que seria responsável por 5% da massa total dos quatro planetas mais externos do sistema — os três mais internos estão próximos demais da estrela para a água poder existir em estado líquido, de modo que ela teria que estar presente como vapor retido em uma atmosfera que seria densa como a de Vênus. Entretanto, ele reforça que essa não é uma explicação tão provável.

Caroline Dorn, astrofísica da Universidade de Zurique e co-autora do estudo, comenta que só nos últimos 30 anos foi possível começar a desvendar os mistérios dos vários planetas que existem: “o sistema TRAPPIST-1 é fascinante, porque podemos aprender sobre a diversidade dos planetas rochosos em um só sistema”. Além disso, o sistema também permite estudos de um único planeta por meio de análises de seus vizinhos. Agora, equipe tem expectativas para o lançamento do telescópio espacial James Webb, que deverá revelar mais informações sobre as dinâmicas do sistema e a densidade dos planetas para que, assim, seja possível saber mais sobre a composição deles.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Planetary Science Journal.

Fonte: Canaltech

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